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Estudo revela que camélidos enterrados com humanos em El Olivar eram domesticados

Estudo revela que llamas enterradas com humanos em El Olivar eram domésticas e vieram do altiplano boliviano ou Peru, desafiando teorias anteriores.

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Um estudo recente analisou restos de llamas enterradas com humanos no vale do rio Elqui, no Chile, e confirmou que esses animais eram domésticos e vieram do altiplano boliviano ou do Peru. Os habitantes da região enterravam seus mortos com llamas, que eram consideradas companheiras, desde cerca do ano 1000. A pesquisa, que envolveu análises genéticas e dietéticas, mostrou que as llamas tinham uma dieta variada, incluindo plantas selvagens e milho. Além disso, alguns animais apresentavam deformidades que indicam que eram domesticados. A prática de enterrar humanos com llamas parou quando os incas conquistaram a área, pois eles viam as llamas apenas como animais de carga. O estudo ajuda a entender melhor a relação simbólica entre humanos e llamas na cultura local.

Um estudo recente revelou que as llamas enterradas com humanos no sítio arqueológico de El Olivar, no vale do rio Elqui, eram domésticas e originárias do altiplano boliviano ou de áreas do Peru. A pesquisa, que incluiu análises genéticas e dietéticas, confirma a relação simbólica entre humanos e camélidos.

Antes da chegada de Diego de Almagro em mil quinhentos e trinta e seis, os habitantes da região enterravam seus mortos com llamas, que eram consideradas companheiras. A prática de enterrar humanos e llamas juntos começou por volta do ano mil e cessou com a conquista inca, que via as llamas apenas como animais de carga.

As escavações em El Olivar começaram em dois mil e quatorze, após a descoberta de restos humanos durante obras na rodovia panamericana. O Conselho de Monumentos Nacionais do Chile protegeu a área, onde foram encontrados mais de duzentos corpos humanos e cinquenta e seis camélidos. A arqueóloga Paola González liderou a pesquisa, que ainda está em andamento.

Os pesquisadores analisaram os ossos e a dieta dos camélidos. Descobriu-se que eles tinham uma alimentação mista, incluindo plantas selvagens e maíz. Além disso, alguns apresentavam polidactilia, uma condição que indica domesticação, já que apenas animais domésticos com valor econômico seriam mantidos mesmo com limitações físicas.

O estudo genético, realizado pelo geneticista Michael Westbury, confirmou que as llamas eram da espécie guanicoe chilensis, domesticada em épocas passadas. Essas llamas não eram nativas da região, mas sim trazidas por pastores do altiplano. A disposição dos corpos, em posição fetal, sugere uma fusão de identidades entre humanos e camélidos, indicando um forte simbolismo na relação entre as espécies.

Com a conquista inca, os enterramentos conjuntos foram substituídos por práticas diferentes, como o uso de sarcófagos. As descobertas em El Olivar são únicas, pois não há muitos registros de enterramentos semelhantes em outras culturas. A pesquisa continua, e novas áreas ainda precisam ser escavadas, já que o governo chileno desviou a rodovia para preservar a história local.

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