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Fósseis de aves revelam nidificação no Ártico há 73 milhões de anos

Fósseis de aves encontrados no Alasca revelam que a nidificação polar ocorreu há 73 milhões de anos, muito antes do que se pensava.

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Pesquisadores encontraram mais de 50 fósseis de aves na formação Prince Creek, no Alasca, que datam de 73 milhões de anos. Essa descoberta é a evidência mais antiga de aves nidificando em regiões polares, superando em 25 milhões de anos o registro anterior. Atualmente, o Ártico abriga mais de 200 espécies de aves, que desempenham papéis importantes no ecossistema. Os fósseis encontrados incluem ossos de embriões e filhotes, além de espécies que se assemelham a gaivotas e patos. O ambiente do Ártico naquela época tinha longos períodos de luz solar no verão e invernos frios, mas menos rigorosos do que os atuais. Embora os fósseis confirmem a reprodução das aves na região, não está claro se elas passavam o inverno lá, sugerindo que algumas poderiam ser migratórias. Essa descoberta ajuda a entender melhor a evolução das aves e mostra que elas já faziam parte do ecossistema do Ártico há milhões de anos.

Pesquisadores descobriram mais de 50 fósseis de aves na formação Prince Creek, no Alasca, datando de 73 milhões de anos. Essa descoberta revela a evidência mais antiga de aves nidificando em regiões polares, antecipando em 25 milhões de anos o registro anterior conhecido.

A pesquisa, liderada por Lauren Wilson, da Universidade de Princeton, destaca que o Ártico, atualmente habitado por ursos polares e focas, já foi lar de dinossauros e diversas espécies de aves. A evidência mais antiga de nidificação polar antes dessa descoberta era uma colônia de pinguins do Eoceno da Antártida, que viveu há cerca de 46,5 milhões de anos.

Atualmente, mais de 200 espécies de aves nidificam no Ártico, desempenhando papéis essenciais no ecossistema, como polinização e dispersão de sementes. Os novos fósseis ajudam a preencher uma lacuna importante na compreensão da evolução das aves, segundo Patrick Druckenmiller, diretor do Museu do Norte da Universidade do Alasca e coautor do estudo publicado na revista Science.

A equipe de pesquisa utilizou métodos detalhados, como lavagem e peneiração de depósitos arenosos, para encontrar fósseis pequenos, muitos com menos de 2 mm. Druckenmiller comparou a busca a “garimpar ouro”, destacando que muitos ossos pertenciam a embriões ou filhotes. Entre as espécies identificadas, algumas pertencem ao grupo extinto Ichthyornithes, que se assemelhava a gaivotas com dentes.

Ecossistema do Passado

O ecossistema de Prince Creek, há 73 milhões de anos, apresentava cerca de seis meses de luz solar contínua no verão, com vegetação abundante. Os invernos eram frios, mas menos rigorosos que os atuais, com temperaturas abaixo de zero e cerca de quatro meses de escuridão. Wilson observou que os fósseis confirmam a reprodução das aves na região, mas não esclarecem se elas passavam o inverno no Ártico, sugerindo que algumas poderiam ser migratórias.

O professor Steve Brusatte, da Universidade de Edimburgo, que não participou da pesquisa, ressaltou a importância dos fósseis. “Esses fósseis mostram que as aves já eram partes integrantes dessas comunidades de altas latitudes há muitas dezenas de milhões de anos,” afirmou. Essa descoberta reforça a ideia de que as comunidades de aves no Ártico são uma norma de longo prazo na história da Terra.

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