O escritor queniano Ngũgĩ wa Thiong’o faleceu aos 87 anos em Atlanta, EUA, conforme anunciou sua filha. Ele era conhecido por suas obras que abordavam a luta pela independência do Quênia e criticavam o colonialismo. Nascido em 1938, Ngũgĩ cresceu em uma família grande e enfrentou a opressão colonial britânica. Sua carreira começou com o romance “Weep Not, Child”, em 1964, e ele se destacou por escrever em kikuyu, sua língua nativa, após ser preso por suas críticas ao governo queniano. Ngũgĩ escreveu várias obras importantes, incluindo “Um Grão de Trigo” e “Descolonizando a Mente”, que defendem a literatura africana. Ele passou muitos anos no exílio devido à censura e voltou ao Quênia em 2004, mas enfrentou novos perigos. Ngũgĩ deixou um legado significativo na literatura africana, sendo um defensor da igualdade entre as línguas e da cultura africana.
Ngũgĩ wa Thiong’o, renomado escritor queniano, faleceu aos 87 anos em Atlanta, Estados Unidos, conforme anunciado por sua filha, Wanjiku wa Ngũgĩ, nas redes sociais. O autor, frequentemente cotado para o Prêmio Nobel de Literatura, é reconhecido por suas obras que abordam a luta pela independência do Quênia e a crítica ao colonialismo.
Nascido em 1938 em uma região rural do Quênia, Thiong’o cresceu em uma família de agricultores. Sua trajetória literária começou com o romance “Weep Not, Child”, publicado em 1964, que foi o primeiro grande romance em inglês escrito por um autor da África Oriental. Ao longo de sua carreira, ele escreveu obras como “Um Grão de Trigo” e “Descolonizando a Mente”, defendendo a literatura em línguas africanas, especialmente em kikuyu.
Contribuições Literárias
Thiong’o foi preso entre 1977 e 1978 por suas críticas ao governo queniano. Durante esse período, ele escreveu “O Diabo na Cruz”, sua primeira obra em kikuyu, utilizando papel higiênico para registrar suas ideias. Sua escolha de escrever na língua nativa foi uma forma de resistência ao colonialismo e à opressão cultural.
Após anos de exílio, retornou ao Quênia em 2004, mas enfrentou um ataque violento em sua casa, o que o forçou a se exilar novamente. Thiong’o continuou a escrever e a dar palestras até sua morte, deixando um legado significativo na literatura africana e na luta por justiça social.
Legado e Reconhecimento
A editora Dublinense lamentou sua morte, chamando-o de “lenda do pensamento africano”. Thiong’o também participou da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) em 2015, onde suas obras foram celebradas. Sua literatura permanece como um testemunho da luta contra a opressão e a corrupção, refletindo a complexidade da identidade africana.
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