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Famílias de soldados russos desaparecidos na Ucrânia enfrentam desespero e abandono

Famílias de soldados russos desaparecidos na Ucrânia enfrentam desespero e falta de informações, enquanto o governo ignora a situação.

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Elvira Kaipova ficou sem notícias de seu filho Rafael, um soldado russo na Ucrânia, por meses. Quando finalmente soube que ele havia desaparecido em combate, a informação veio de um canal no Telegram, e não do Ministério da Defesa, que não fornece dados sobre soldados desaparecidos. O oficial responsável pela unidade de Rafael informou a Elvira que, após ele não ter se comunicado, não havia como procurá-lo. Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, muitas famílias enfrentam o mesmo desespero, pois o governo não faz esforços para rastrear os desaparecidos. Estima-se que dezenas de milhares de soldados estejam nessa situação. Enquanto isso, um projeto ucraniano tenta ajudar a localizar militares russos, mas o número total de desaparecidos ainda é desconhecido. A identificação de corpos é difícil e demorada, e muitas famílias se sentem abandonadas. Elvira, que já buscou informações em vários lugares, acredita que seu filho pode estar vivo, mas não tem confirmação. Ela se lembra de como Rafael foi forçado a ir para a guerra em vez de cumprir pena na prisão. Desde que desapareceu, ela vive em constante angústia, sem saber a verdade sobre o que aconteceu com ele.

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, o desaparecimento de soldados russos tem gerado desespero entre suas famílias. Elvira Kaipova, mãe de Rafael, um soldado que desapareceu em combate em novembro, relata a dificuldade em obter informações sobre seu filho. O Ministério da Defesa russo não fornece dados sobre os desaparecidos, deixando as famílias em um limbo angustiante.

Elvira ficou sem notícias de Rafael por meses. Após insistir com oficiais militares, foi informada que ele estava na ativa e incomunicável. Somente em 1º de novembro, ela soube que ele havia desaparecido. Um oficial da unidade de Rafael confirmou a situação, mas a busca por ele foi considerada impossível. A falta de um esforço organizado para rastrear os soldados desaparecidos é uma constante, segundo analistas e familiares.

Estima-se que o número de soldados desaparecidos chegue a dezenas de milhares. A vice-ministra da Defesa, Anna Tsivilyova, mencionou que quarenta e oito mil parentes enviaram amostras de DNA na esperança de identificar restos mortais. Em contraste, o projeto ucraniano “Quero Encontrar” recebeu mais de oitenta e oito mil pedidos de informação sobre militares russos.

A identificação de corpos é um desafio, com muitos restos mortais aguardando remoção devido à movimentação das linhas de batalha. O necrotério militar em Rostov enfrenta um acúmulo de cerca de quinze mil militares não identificados. Elvira, ao buscar informações, encontrou um cenário de desespero e ineficiência, com famílias chorando e esperando por respostas.

As novas leis permitem que os comandantes declarem um soldado desaparecido após seis meses sem contato, mas as famílias precisam entrar com um processo adicional para que o soldado seja declarado morto. Elvira teme esgotar todas as pistas e não ter mais a quem recorrer. Sua busca por Rafael, que foi convocado para o front após uma escolha entre prisão e combate, continua sem respostas.

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