Ismail al Ghantawi, um sobrevivente da prisão de Saidnaya, compartilha sua dolorosa experiência de tortura e privação. Ele foi sequestrado em 2014, enquanto trabalhava em uma ONG no Líbano, e levado para a Síria, onde foi acusado de financiar atividades terroristas. Durante meses, ele foi interrogado e torturado, forçado a assinar confissões falsas. Ismail passou anos em condições desumanas, enfrentando violência e privação de comida, e só soube do nascimento de seu filho em uma visita rápida. Em 2015, foi condenado à morte, mas sua pena foi comutada para prisão perpétua após a morte de seus irmãos. Ele foi transferido para Saidnaya, onde viveu um verdadeiro inferno, com torturas constantes e alimentação escassa. Após anos de sofrimento, Ismail foi libertado em dezembro e finalmente reencontrou seu filho, que ficou em silêncio por três dias após a volta. Apesar da alegria do reencontro, Ismail ainda enfrenta pesadelos e a dor das lembranças do que viveu.
Ismail al Ghantawi, um sobrevivente da prisão de Saidnaya, compartilhou sua experiência de tortura e privação após 11 anos de encarceramento. Ele foi sequestrado em 2014, enquanto trabalhava em uma ONG no Líbano, e acusado de financiar atividades terroristas. Durante sua detenção, enfrentou brutalidade e tortura, sendo forçado a assinar confissões falsas.
Em um reencontro emocionante, Ismail viu seu filho pela primeira vez após anos de separação. O menino, que não falava há três dias, agora enfrenta ciúmes da presença do pai. Ismail descreve as condições desumanas em Saidnaya, onde prisioneiros eram tratados com extrema violência. Ele relata que, ao chegar, foi agredido e submetido a humilhações, sendo forçado a viver em celas superlotadas e insalubres.
A prisão de Saidnaya, conhecida como o “gulag de Bashar al-Assad”, é um símbolo do regime opressivo sírio. Mais de 30 mil homens passaram por lá, e muitos desapareceram sem deixar vestígios. Ismail sobreviveu graças ao apoio financeiro de sua família, que pagou para que ele fosse transferido para uma prisão onde as condições eram um pouco melhores.
Após sua libertação em dezembro de 2022, Ismail voltou a Homs, onde reencontrou seu filho. Ele ainda lida com traumas e pesadelos, que afetam sua vida familiar. A prisão, agora em ruínas, permanece como um lembrete sombrio do sofrimento infligido pelo regime sírio. Ismail, apesar de suas experiências, tenta reconstruir sua vida e manter a esperança para o futuro.
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