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Giovanni Bombardieri destaca a cooperação internacional no combate à ‘Ndrangheta e PCC

Giovanni Bombardieri revela novas rotas de tráfico de drogas e pagamentos em criptomoedas na Operação Mafiusi, em parceria com o Brasil.

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Giovanni Bombardieri é um procurador italiano que trabalha no combate à ‘Ndrangheta, a máfia da Calábria. Recentemente, ele coordenou a Operação Mafiusi, que revelou novas rotas de tráfico de drogas e o uso de criptomoedas para pagamentos. Bombardieri começou sua carreira na Justiça em 1990 e, ao longo dos anos, se destacou em várias operações contra a ‘Ndrangheta, incluindo a Operação Eureka, que desmantelou redes de tráfico ligadas ao PCC no Brasil. Ele também obteve informações valiosas de um membro da ‘Ndrangheta preso no Brasil, que ajudaram a polícia a entender melhor as conexões entre as organizações criminosas. Durante um seminário em São Paulo, Bombardieri falou sobre como a ‘Ndrangheta se infiltrou em setores econômicos e políticos, e como a cooperação internacional é crucial para combater o crime organizado. Ele destacou que a ‘Ndrangheta investe em diversos negócios, incluindo criptomoedas e jogos de azar, e que a comunicação entre os criminosos tem mudado, com o uso de chats criptografados. A Operação Mafiusi é um exemplo de como a colaboração entre as autoridades italianas e brasileiras pode levar a resultados significativos no combate ao tráfico de drogas.

Giovanni Bombardieri, procurador italiano, liderou a Operação Mafiusi, que revelou novas rotas de tráfico de drogas e métodos de pagamento com criptomoedas, em colaboração com a Justiça brasileira. A operação foi desencadeada após a cooperação com Vincenzo Pasquino, um membro da ‘Ndrangheta preso na Paraíba em 2021.

Bombardieri, que atua no combate à ‘Ndrangheta há 17 anos, destacou a importância da colaboração internacional no combate ao crime organizado. A operação, que também é conhecida como Samba na Itália, resultou em investigações que revelaram conexões entre a máfia calabresa e o Primeiro Comando da Capital (PCC) no Brasil.

Durante o 2.º Seminário Internacional de Segurança Pública, realizado em São Paulo, Bombardieri compartilhou detalhes sobre como a ‘Ndrangheta se adaptou ao uso de criptomoedas para facilitar transações no tráfico de drogas. Ele mencionou que a organização já havia tentado negociar pagamentos em criptomoedas com colombianos, mas estes preferiam dinheiro em espécie.

A ‘Ndrangheta, considerada a máfia mais poderosa da Itália, tem uma estrutura familiar que dificulta colaborações judiciais. No entanto, Bombardieri observou um aumento no número de colaboradores dispostos a depor contra a organização. Ele explicou que a máfia se infiltrou em diversos setores, incluindo turismo e saúde, e investe em atividades que geram lucro, como jogos de azar e tráfico de drogas.

A operação Mafiusi também destacou a importância da cooperação entre as autoridades judiciárias da Itália e do Brasil, permitindo a reconstrução de rotas de tráfico e métodos de pagamento. Bombardieri enfatizou que a colaboração internacional é crucial para desmantelar redes criminosas que operam em múltiplos países.

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