O Japão é famoso por sua limpeza, mas muitos turistas ficam confusos com a falta de lixeiras em lugares públicos. Uma pesquisa mostrou que 22% dos visitantes consideram essa a maior dificuldade durante a viagem. Os japoneses costumam levar seu lixo para casa, já que comer na rua é visto como falta de educação. Em algumas cidades, como Nara, lixeiras foram removidas para proteger os cervos locais, que podem se machucar com o lixo. No entanto, com o aumento do turismo, algumas cidades estão reconsiderando e instalando lixeiras em áreas turísticas. Em Tóquio, a situação é semelhante, e as autoridades tentam controlar a sujeira, especialmente durante eventos como o Halloween. Apesar de alguns turistas acharem a falta de lixeiras uma característica charmosa, outros, como um visitante de Hong Kong, acham frustrante ter que carregar o lixo o dia todo. Além disso, a remoção de lixeiras em estações de trem começou após ataques terroristas nos anos 90, o que ainda influencia a política de lixo no país. Para ajudar, os turistas podem usar furoshiki, que são panos para carregar itens e podem ser usados para guardar lixo até encontrarem uma lixeira.
O Japão, famoso por sua limpeza e organização, enfrenta um desafio crescente com a escassez de lixeiras em locais públicos. Uma pesquisa da Organização Nacional de Turismo do Japão (JNTO) revelou que 22% dos turistas consideram a falta de lixeiras o maior obstáculo durante suas visitas. Essa situação tem levado algumas cidades a reconsiderar a instalação de lixeiras, especialmente em áreas turísticas.
O professor de estudos japoneses da Universidade Nacional de Cingapura, Chris McMorran, destaca que a ausência de lixeiras gera confusão entre os visitantes, que se perguntam como o país mantém sua limpeza. Muitos turistas, especialmente os jovens, optam por refeições rápidas em lojas de conveniência e, após comer, enfrentam dificuldades para descartar o lixo. Enquanto os japoneses costumam levar seus resíduos para casa, os turistas frequentemente não seguem essa prática.
O aumento do turismo tem exacerbado a situação. Em Nara, por exemplo, a remoção de lixeiras em parques em 1985 visava proteger os cervos locais, que correm risco ao ingerir lixo. No entanto, com o crescimento do número de visitantes, a cidade decidiu instalar lixeiras novamente em áreas movimentadas, utilizando lixeiras solares com a mensagem “Salve os cervos” em inglês.
A falta de lixeiras também impacta áreas como Shibuya, em Tóquio, onde autoridades implementaram restrições para reduzir o lixo deixado por turistas. A cultura japonesa valoriza a limpeza e a responsabilidade individual, levando os cidadãos a se adaptarem a essa realidade. No entanto, a experiência de alguns turistas, como o residente de Hong Kong, Ruben Verebes, revela frustração ao não encontrar lixeiras disponíveis, mesmo em lojas de conveniência.
Além das questões culturais, a ausência de lixeiras remete a um evento trágico de 1995, quando ataques com gás sarin em Tóquio resultaram na remoção de lixeiras em estações de trem. Essa medida de segurança ainda persiste, refletindo preocupações com a segurança pública. Para os visitantes, uma alternativa prática é o uso de *furoshiki*, um pano que pode ser utilizado para transportar lixo até encontrar uma lixeira.
Entre na conversa da comunidade