Cadeiras de Maria Antonieta são reveladas como falsificações em escândalo no mercado de antiguidades francês No início da década de 2010, duas cadeiras ornamentadas, supostamente pertencentes a Maria Antonieta, foram vendidas por €2 milhões a um príncipe do Catar. As peças, declaradas tesouros nacionais pela França, foram posteriormente reveladas como falsificações, resultando em um escândalo […]
Cadeiras de Maria Antonieta são reveladas como falsificações em escândalo no mercado de antiguidades francês
No início da década de 2010, duas cadeiras ornamentadas, supostamente pertencentes a Maria Antonieta, foram vendidas por €2 milhões a um príncipe do Catar. As peças, declaradas tesouros nacionais pela França, foram posteriormente reveladas como falsificações, resultando em um escândalo que abalou o mercado de arte francês.
O caso começou em 2016, quando um julgamento expôs que as cadeiras, atribuídas ao renomado marceneiro Nicolas-Quinibert Foliot, eram, na verdade, cópias. O especialista em antiguidades Georges “Bill” Pallot e o marceneiro Bruno Desnoues foram acusados de fraude e negligência. Ambos admitiram suas culpas, enquanto o galerista Laurent Kraemer e sua galeria enfrentam acusações de decepção por negligência.
Durante o julgamento, Pallot revelou que a fraude começou como uma “brincadeira” em 2007, quando ele e Desnoues tentaram replicar uma cadeira histórica. Com o tempo, eles conseguiram enganar outros especialistas, vendendo as falsificações através de intermediários para galerias e leiloeiros, como Sotheby’s e Drouot.
As investigações começaram após a polícia notar o estilo de vida luxuoso de um intermediário português, que confessou seu envolvimento na fraude. A partir daí, as autoridades rastrearam os lucros, estimados em mais de €3 milhões, que foram depositados em contas no exterior. A defesa de Kraemer argumenta que ele foi uma vítima da fraude, não um cúmplice.
O caso destaca a necessidade de regulamentação mais rigorosa no mercado de arte e levanta questões sobre a autenticidade de antiguidades. O julgamento está programado para continuar em um tribunal em Pontoise, próximo a Paris.
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