Um estudo publicado na revista científica Nature Food revela que apenas a Guiana é autossuficiente em todos os grupos alimentares essenciais. A pesquisa, realizada por universidades da Alemanha e do Reino Unido, analisou a capacidade de 186 países de alimentar suas populações com produção doméstica. O estudo destaca a vulnerabilidade de muitos países em relação […]
Um estudo publicado na revista científica Nature Food revela que apenas a Guiana é autossuficiente em todos os grupos alimentares essenciais. A pesquisa, realizada por universidades da Alemanha e do Reino Unido, analisou a capacidade de 186 países de alimentar suas populações com produção doméstica. O estudo destaca a vulnerabilidade de muitos países em relação a choques no fornecimento de alimentos.
A Guiana se destaca por produzir alimentos suficientes em todos os sete grupos essenciais: frutas, verduras, proteínas vegetais, laticínios, peixe, carne e carboidratos ricos em amido. A China e o Vietnã seguem, com autossuficiência em seis grupos. O Brasil, por sua vez, é capaz de produzir cinco categorias, mas enfrenta deficiências em verduras e peixes.
Vulnerabilidades e Desigualdades
A pesquisa aponta que apenas um em cada sete países é autossuficiente em cinco ou mais grupos alimentares. A maioria das nações autossuficientes está na Europa e na América do Sul. Em contrapartida, países como Afeganistão, Emirados Árabes e Iémen não conseguem produzir alimentos suficientes para suas necessidades.
Jonas Stehl, pesquisador da Universidade de Göttingen, afirma que a baixa autossuficiência não é necessariamente negativa, mas pode reduzir a capacidade de resposta a crises, como secas ou guerras. A análise também revela grandes disparidades na produção de carne e laticínios, com países europeus superproduzindo enquanto nações africanas enfrentam sérias deficiências.
Dependência do Comércio Internacional
O estudo ressalta que muitos países com baixa produção de alimentos dependem de um único parceiro comercial para a maior parte de suas importações. Essa dependência é especialmente crítica em países insulares e na América Central, onde muitos dependem dos Estados Unidos para alimentos básicos.
A América do Sul apresenta um quadro misto, com alguns países sendo autossuficientes em frutas, mas enfrentando desafios na produção de verduras. O comércio internacional é considerado essencial para garantir a segurança alimentar, e medidas protecionistas podem agravar a situação. Stehl enfatiza que a criação de cadeias de suprimento resilientes é fundamental para a saúde pública.
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