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Bruno Henrique e irmão são processados por fraude em apostas esportivas

Bruno Henrique e irmão são réus por fraude esportiva após manipulação de resultado em jogo do Brasileirão; pena pode chegar a seis anos.

Bruno Henrique em aquecimento antes de jogo do Flamengo (Foto: Marcos Ribolli/Divulgação)
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  • O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aceitou a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) contra Bruno Henrique e seu irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, por fraude em competição esportiva.
  • A acusação envolve a manipulação de resultados em uma partida do Campeonato Brasileiro de 2023, onde Bruno teria forçado a obtenção de um cartão amarelo para beneficiar um esquema de apostas.
  • O juiz Fernando Brandini Barbagalo rejeitou a inclusão de outras oito pessoas no processo e a acusação de estelionato.
  • Os réus têm um prazo de dez dias para apresentar defesa após serem formalmente citados, e o juiz não impôs medidas cautelares, permitindo que Bruno continue jogando.
  • O MPDFT também solicitou uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais coletivos, alegando que a manipulação afetou a integridade do esporte.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aceitou a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) contra o atacante do Flamengo, Bruno Henrique, e seu irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, por fraude em competição esportiva. A decisão foi proferida na sexta-feira, 25, pelo juiz Fernando Brandini Barbagalo, da 7ª Vara Criminal.

A acusação envolve a manipulação de resultados em uma partida do Campeonato Brasileiro de 2023, onde Bruno teria forçado a obtenção de um cartão amarelo para beneficiar um esquema de apostas. O juiz considerou que existem indícios suficientes para a abertura da ação penal, mas rejeitou a inclusão de outras oito pessoas no processo e a acusação de estelionato.

Os réus têm um prazo de 10 dias para apresentar defesa após serem formalmente citados. O magistrado não impôs medidas cautelares, permitindo que Bruno continue jogando. A pena para fraudes esportivas pode variar de dois a seis anos de prisão, além de multa.

Detalhes da Acusação

As investigações do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (GAECO) revelaram que Bruno Henrique e outros envolvidos apostaram sabendo que ele receberia um cartão amarelo na partida contra o Santos. O MPDFT também solicitou que os denunciados paguem uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais coletivos, alegando que a manipulação afetou a integridade do esporte.

Um dos denunciados, Douglas Ribeiro Pina Barcelos, firmou um acordo de não persecução penal, confessando que apostou no cartão do atacante, mas não se tornará réu. O MPDFT tentou acordos semelhantes com outros denunciados, mas não obteve sucesso, levando à formalização da denúncia.

O caso levanta questões sobre a integridade do esporte e a responsabilidade dos atletas em relação a práticas de apostas. As defesas de Bruno e Wander ainda não se manifestaram publicamente sobre a aceitação da denúncia, e o processo segue em andamento.

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