- A Cherry Red Records relança a coletânea “Once Upon A Time In The Midlands: The Bostin’ Sounds Of Brumrock 1966-1974”.
- O álbum destaca a cena musical de Birmingham, conhecida como Brumrock, entre 1966 e 1974.
- A coletânea inclui bandas obscuras e artistas como Spencer Davis Group e Traffic, mas não apresenta Black Sabbath.
- O Brumrock enfrentou desafios devido à centralização da cena musical em Londres, apesar de seu impacto cultural.
- O álbum revela talentos que influenciaram o rock e o heavy metal, incluindo a vertente proletária que se destacou nos anos 70.
A Cherry Red Records relança a coletânea “Once Upon A Time In The Midlands: The Bostin’ Sounds Of Brumrock 1966-1974”, que destaca a cena musical de Birmingham, conhecida como Brumrock. O álbum reúne bandas obscuras e revela aspectos da música local, embora não inclua a icônica Black Sabbath.
Historicamente, Birmingham foi ofuscada por cidades como Manchester e Liverpool, mas a série Peaky Blinders ajudou a elevar seu perfil cultural. O Brumrock, que floresceu entre 1966 e 1974, foi impactado pela centralização da cena musical em Londres, dificultando o reconhecimento de suas bandas. O The Move, por exemplo, teve sucesso, mas enfrentou desafios devido à gestão controversa de seu empresário, Tony Secunda.
A coletânea apresenta uma variedade de artistas, incluindo o Spencer Davis Group e Traffic, mas também destaca bandas menos conhecidas que contribuíram para o cenário musical da época. O álbum é uma antologia que busca trazer à luz músicas obscuras, revelando talentos que mais tarde se juntariam a grupos como Fleetwood Mac e Judas Priest.
Além disso, a coletânea explora a vertente mais proletária do Brumrock, que se tornaria influente nos anos 70 com o Slade. Apesar de suas ausências notáveis, como Robert Plant e Nick Drake, o álbum oferece uma visão fascinante da música de Birmingham, mostrando que a cidade teve um papel significativo na evolução do rock e do heavy metal.
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