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Morre Décio Otero, ícone da dança brasileira e fundador do Ballet Stagium

Décio Otero, ícone da dança brasileira, faleceu aos 92 anos, deixando um legado de mais de 100 coreografias e uma trajetória marcante na arte.

Décio Otero, o bailarino mineiro (Foto: Edouard Fraipont/Reprodução)
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  • O bailarino e coreógrafo Décio Otero faleceu aos 92 anos em São Paulo, no dia 28 de agosto.
  • A companhia Ballet Stagium confirmou a notícia e destacou o legado de Otero, que inclui mais de 100 coreografias.
  • Nascido em Ubá, Minas Gerais, Otero começou a dançar aos 17 anos e teve passagens por importantes companhias de dança.
  • Ele fundou o Ballet Stagium em 1971, promovendo a dança com foco em questões sociais e políticas.
  • Otero apresentou o espetáculo “Corpos Velhos” em 2023, encerrando uma carreira que influenciou a dança cênica brasileira.

O bailarino e coreógrafo Décio Otero, fundador do Ballet Stagium, faleceu aos 92 anos em São Paulo, nesta segunda-feira (28). A companhia de dança confirmou a notícia em suas redes sociais, ressaltando o impacto de seu legado e suas mais de 100 coreografias que abordaram questões sociais e políticas.

Nascido em Ubá, Minas Gerais, em 15 de julho de 1933, Otero iniciou sua trajetória na dança aos 17 anos. Ele se destacou em várias instituições, incluindo o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e o Ballet du Grand Théâtre de Genebra. Em 1971, fundou o Ballet Stagium com a bailarina Marika Gidali, onde promoveu uma dança que unia estética e engajamento social.

Legado e Contribuições

O Ballet Stagium, a companhia privada de dança mais antiga do Brasil, foi pioneiro em levar a dança a públicos diversos, incluindo apresentações em presídios e lares para menores. Otero utilizou a arte como forma de resistência durante a ditadura militar, com obras como “Kuarup”, que abordava a liberdade dos povos indígenas.

O artista também foi autor de dois livros, sendo um deles sobre a trajetória do Stagium. Ao longo de sua carreira, recebeu prêmios significativos, como o Prêmio Governador do Estado de São Paulo e a Ordem do Mérito Cultural em 2005.

Últimos Trabalhos

Em 2023, Otero apresentou o espetáculo “Corpos Velhos”, que questionou a validade da arte na maturidade, encerrando uma carreira que influenciou profundamente a dança cênica brasileira. Sua abordagem inovadora e engajada deixou um legado que continua a inspirar novas gerações de bailarinos e coreógrafos.

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