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Iniciativa promove legado socioambiental durante a Copa Feminina no Brasil

Fórum discute práticas sustentáveis e inclusão social na preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil

Copa do Mundo 2026 (Foto: Getty Images)
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  • O Brasil será a primeira nação sul-americana a sediar a Copa do Mundo Feminina em 2027.
  • O Fórum “Sustentabilidade em Campo” ocorrerá no Museu do Futebol em São Paulo, no dia 4 de agosto.
  • O evento faz parte da São Paulo Climate Week e reunirá atletas e especialistas para discutir sustentabilidade e inclusão social.
  • As discussões abordarão impactos ambientais, combate ao racismo e promoção da participação feminina no esporte.
  • O presidente do Movimento Sustentabilidade em Campo, Marcelo Linguitte, destaca a importância da participação da sociedade civil para garantir a sustentabilidade nas operações esportivas.

O Brasil se prepara para fazer história ao sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027, sendo a primeira nação sul-americana a receber o torneio. O evento, que promete focar em sustentabilidade e inclusão social, será precedido pelo Fórum “Sustentabilidade em Campo”, marcado para esta segunda-feira, 4, no Museu do Futebol em São Paulo. O fórum integra a programação da São Paulo Climate Week e reunirá atletas, especialistas e executivos para discutir como o esporte pode impulsionar transformações sociais e ambientais.

As discussões no fórum abordarão três eixos principais: os impactos ambientais dos megaeventos, o combate ao racismo e a promoção da participação feminina em diversas modalidades esportivas. Marcelo Linguitte, presidente do Movimento Sustentabilidade em Campo, enfatiza que o evento busca conectar clubes, atletas e a sociedade civil para garantir que a sustentabilidade seja central nas operações esportivas. “O esporte tem uma força de mobilização inigualável. Queremos trazê-la para acelerar práticas sustentáveis”, afirmou Linguitte.

Um estudo recente indicou que a Copa do Mundo de 2026 será a mais poluente da história, com emissões estimadas em nove milhões de toneladas de gases de efeito estufa. Em contrapartida, o Brasil busca um legado positivo, promovendo ações que vão além do meio ambiente, como a inclusão social e o combate à violência contra a mulher. Linguitte destacou que a participação da sociedade civil é crucial para monitorar se as promessas feitas estão sendo cumpridas.

Apesar do potencial transformador, a sustentabilidade enfrenta desafios no esporte brasileiro. A pressão por resultados imediatos muitas vezes impede investimentos em práticas de longo prazo. Linguitte observa que essa urgência pode ofuscar os benefícios futuros de ações responsáveis, criando um ciclo de resistência à mudança. A falta de conhecimento sobre sustentabilidade entre autoridades esportivas também contribui para essa barreira.

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