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Ativista é condenada à prisão por usar camisa com slogan polêmico sobre Alá

Ibtissame Lachgar é condenada a dois anos e meio de prisão por ofender o islamismo com camiseta provocativa, gerando protestos e apoio internacional

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  • A ativista feminista marroquina Ibtissame Lachgar foi condenada a dois anos e meio de prisão e a uma multa de US$ 5 mil.
  • A condenação ocorreu após ela postar uma foto usando uma camiseta com a frase “Alá é lésbica”.
  • O julgamento aconteceu em Rabat e a decisão gerou reações polarizadas entre defensores da liberdade de expressão e setores conservadores.
  • Lachgar, cofundadora do Movimento Alternativo pelas Liberdades Individuais, está em confinamento solitário desde 10 de agosto e enfrenta um câncer.
  • A condenação se baseou no Artigo 267-5 do Código Penal do Marrocos, que criminaliza ofensas ao islamismo.

A ativista feminista marroquina Ibtissame Lachgar foi condenada a dois anos e meio de prisão e a uma multa de US$ 5 mil por postar uma foto usando uma camiseta com a frase “Alá é lésbica”. A decisão judicial, proferida em Rabat, gerou forte repercussão, dividindo opiniões entre defensores da liberdade de expressão e setores conservadores.

Lachgar, cofundadora do Movimento Alternativo pelas Liberdades Individuais, é conhecida por suas ações ousadas em prol dos direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+. A ativista, que enfrenta um câncer, está em confinamento solitário desde 10 de agosto. Sua camiseta, que usava há três anos, viralizou e provocou uma onda de reações, incluindo ameaças de violência.

A condenação se baseou no Artigo 267-5 do Código Penal do Marrocos, que criminaliza ofensas ao islamismo. Durante o julgamento, Lachgar alegou que sua intenção não era ofender a religião, mas sim promover uma discussão sobre a liberdade de expressão. Sua defesa argumentou que o uso da camiseta se enquadra nos direitos constitucionais garantidos no país.

Repercussão e Apoio

O caso gerou uma onda de solidariedade, com dezenas de mulheres se reunindo em apoio a Lachgar durante o julgamento. A advogada Naima El Guellaf criticou a decisão, considerando-a desproporcional, especialmente em relação à condição de saúde da ativista. Ela destacou que as prisões marroquinas não são adequadas para tratar pessoas com doenças graves.

A situação de Lachgar reflete um contexto mais amplo de repressão a vozes dissidentes no Marrocos, onde a homossexualidade é criminalizada e a liberdade de expressão enfrenta constantes desafios. A condenação da ativista não apenas acendeu debates sobre direitos humanos, mas também expôs as tensões entre modernidade e conservadorismo na sociedade marroquina.

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