- John Textor, dono da SAF do Botafogo, rebate acusações de dirigentes do Lyon sobre supostas transações fantasmas.
- Lyon investiga transferências de direitos econômicos de Luiz Henrique, Igor Jesus, Thiago Almada, Jair e Savarino; Almada foi defendido pelo Lyon por empréstimo.
- Textor afirma que houve pressão de presidentes da Ligue 1 para prejudicar o modelo multi-clubes Eagle e cita sanções da DNCG, com passivo estimado em cerca de 120 milhões de euros.
- Segundo Textor, o Botafogo transferiu cento e quarenta e seis milhões de euros ao OL; o OL devolveu cerca de quarenta e dois milhões, mais 23 milhões em taxas e custos, deixando cerca de 35 milhões de euros devidos pelo OL ao Botafogo.
- O empresário sustenta que os direitos econômicos já eram do OL e que as transações foram registradas; questiona a atuação da DNCG e a ideia de sanções retroativas.
O dono da SAF do Botafogo, John Textor, rebate acusações feitas por dirigentes do Lyon sobre transações fantasmas durante sua gestão. A defesa foi publicada no site de Textor, após matéria do L Équipe sobre o assunto. O Lyon investiga transferências de direitos econômicos de jogadores, com destaque para Almada.
Textor afirma que houve pressão de presidentes da Ligue 1 para prejudicar o modelo multi-clubes Eagle. Segundo ele, o OL reteve direitos econômicos de jogadores e houve sanções da DNCG, com números e recebimentos detalhados. Alega que a dívida declarada é do Lyon para com o Botafogo.
Textor detalha fluxo financeiro entre Botafogo e OL, afirmando que houve remessas de 146 milhões de euros e retorno de 42 milhões, dentro de uma estrutura de caixa centralizado. Alega que o OL recebeu mais de 100% das receitas de transferências finais e que o OL deve cerca de 35 milhões ao Botafogo.
Controvérsia e dívidas
O empresário sustenta que a pressão de clubes da Ligue 1 buscou frear transferências entre Eagle. Questiona como a DNCG pode impor sanções retroativas em 2025 sem considerar contratos já firmados, e aponta que direitos de Luiz Henrique, Thiago Almada e Igor Jesus já estavam com o OL antes das restrições.
Textor afirma que, durante a cooperação entre Botafogo, OL e demais clubes da Eagle, o impacto financeiro foi gerencialmente positivo para o grupo e para o desempenho esportivo. A defesa cita avanços do OL na Liga Europa e o retorno de jogadores aos clubes, sob a lógica de centralização de caixa.
A reportagem ressalta que, segundo Textor, não houve transição de direitos sem o consentimento dos atletas, o que impediria a finalização de contratos. Ele sustenta que as tensões na preferência de registro decorrem de disputas internas entre clubes franceses.
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