Um nome brasileiro voltou ao centro das atenções no caso Jeffrey Epstein. A ex-modelo da Victoria’s Secret Izabel Goulart negou qualquer vínculo com o bilionário após ser mencionada em uma troca de e-mails divulgada recentemente por autoridades dos Estados Unidos. A resposta foi imediata. Segundo documentos tornados públicos pelo Departamento de Justiça americano, o nome […]
Um nome brasileiro voltou ao centro das atenções no caso Jeffrey Epstein. A ex-modelo da Victoria’s Secret Izabel Goulart negou qualquer vínculo com o bilionário após ser mencionada em uma troca de e-mails divulgada recentemente por autoridades dos Estados Unidos. A resposta foi imediata.
Segundo documentos tornados públicos pelo Departamento de Justiça americano, o nome da modelo aparece em mensagens datadas de abril de 2011. Nelas, o financista sérvio Boris Nikolic, ligado à Fundação Gates, conversa com o próprio Epstein. A citação bastou para reacender o interesse sobre possíveis conexões de celebridades com o escândalo, mas a defesa de Izabel afirma que não houve contato direto entre os dois.
Em nota assinada pelo advogado Daniel Leon Bialski, a modelo declara que “jamais esteve ou se hospedou em apartamento de Epstein” e que desconhece as afirmações presentes nas mensagens. O comunicado ressalta que qualquer tentativa de associar a brasileira ao financista seria incorreta.
O que dizem os e-mails
Nas conversas reveladas, um terceiro interlocutor comenta sobre a modelo brasileira e menciona que ela teria sido apresentada ao grupo social de Nikolic. Em seguida, Epstein afirma que Izabel teria ficado em seu apartamento anos antes, informação que, segundo a defesa, não corresponde à realidade.
De acordo com a nota, Izabel viveu em um apartamento compartilhado com outras modelos quando chegou a Nova York, em 2005, e o imóvel teria sido fornecido pela agência que a representava na época, uma prática comum no mercado internacional de moda. A modelo trabalhou para a Victoria’s Secret entre 2005 e 2008.
“Aqueles que propagarem ofensas ou tentativas de manchar sua reputação poderão ser responsabilizados”, diz o texto divulgado pela assessoria.
Defesa reage e tenta conter repercussão
O posicionamento da equipe jurídica busca conter a onda de especulações que se formou nas redes sociais após a divulgação dos arquivos. A defesa afirma que a carreira de mais de duas décadas da brasileira sempre foi pautada por profissionalismo e que a simples menção em conversas privadas não significa qualquer envolvimento com o financista.
Após a divulgação de documentos relacionados ao caso Epstein, vários nomes citados têm alegado que aparecem apenas em contextos sociais ou indiretos, sem ligação com investigações criminais.
A conexão entre Epstein e o universo da moda
O histórico de Epstein com o setor Fasion também voltou ao debate. Investigações anteriores indicaram que o empresário Les Wexner, ex-CEO da Victoria’s Secret, manteve relação profissional com o financista durante os anos 1990. Reportagens internacionais apontam que Epstein teria tentado se aproximar de modelos sob o pretexto de oportunidades na indústria.
Um episódio relatado em 2019 descreve uma modelo que afirmou ter sido convidada para uma reunião profissional que terminou em uma situação inadequada, caso que reforçou o escrutínio sobre a atuação do bilionário nos bastidores da moda.
Brasileiros citados nos documentos
Izabel Goulart não é o único nome do Brasil mencionado nos arquivos recentes. A apresentadora Luciana Gimenez também aparece em registros financeiros e já afirmou publicamente que nunca teve contato pessoal, profissional ou financeiro com Epstein. Ela não é investigada.
O material divulgado ainda menciona o empresário Eike Batista e a socialite Luma de Oliveira em conversas sobre interesses do financista no país. Batista afirmou não se lembrar de encontros com emissários ligados a Epstein e negou qualquer relação direta.
Interesse no Brasil
Reportagens apontam que Epstein demonstrava curiosidade pelo mercado brasileiro e teria cogitado investir em uma agência de modelos, ideia que, segundo mensagens reveladas, estaria ligada ao acesso a mulheres jovens, um dos pontos mais controversos associados ao nome do financista.
A divulgação contínua de documentos mantém o caso sob os holofotes e amplia a lista de figuras públicas citadas, muitas vezes sem relação comprovada com crimes. No caso de Izabel Goulart, a estratégia agora é clara: afastar qualquer vínculo e reforçar que a menção nos e-mails não corresponde à realidade, enquanto o debate público sobre os arquivos segue crescendo.
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