- A Federação Internacional de Futebol (Fifa) abriu processo disciplinar contra a Real Federación Española de Fútbol (RFEF) por cânticos islamofóbicos e xenófobos durante o amistoso entre Espanha e Egito, realizado em 31 de março no Estádio Cornellà, em Barcelona.
- Os cânticos foram ouvidos várias vezes no estádio, principalmente no setor da torcida organizada do Espanyol, conhecido como “La Curva”, a partir dos 20 minutos de jogo.
- A RFEF acionou o sistema de som e as telas gigantes para pedir o fim dos cânticos no intervalo, sem sucesso, levando a novas manifestações de torcedores em outros setores.
- A instituição condenou o incidente nas redes sociais e reiterou o compromisso de combate ao racismo, com o presidente da RFEF, Rafael Louzán, destacando que o futebol deve ser exemplo de convivência e respeito.
- A polícia catalã abriu investigação sobre o caso, e o premier espanhol Pedro Sánchez também condenou a atuação de uma minoria de torcedores que “manchou” a imagem do país com episódio considerado inaceitável.
O que aconteceu: a Fifa abriu um processo disciplinar contra a Real Federação Espanhola de Futebol por cânticos islamofóbicos e xenófobos no amistoso entre Espanha e Egito, disputado em 31 de março, em Barcelona. O episódio ocorreu durante o jogo de preparação para o Mundial 2026.
Quem está envolvido: a investigação envolve a Fifa, a Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e torcedores presentes no Estádio Cornellà. Os cânticos tiveram como alvo a comunidade muçulmana e segmentos xenófobos repetidamente entoados no setor da torcida, conhecido como La Curva.
Quando e onde: o amistoso aconteceu em 31 de março, no Estádio Cornellà, em Barcelona. As manifestações ocorreram durante o confronto entre as seleções já classificadas para o Mundial 2026.
Por que aconteceu: a Fifa abriu o processo disciplinar por violar normas de combate ao racismo e à discriminação no futebol, após relatos de cânticos registrados durante a partida. Em resposta, a RFEF pediu aos presentes para interromper os cânticos no intervalo, sem sucesso pleno.
Investigação em curso e reações
A polícia catalã iniciou investigação sobre o caso. A RFEF condenou o incidente, reiterando o combate ao racismo e o compromisso com a convivência e o respeito no futebol. O presidente da entidade, Rafael Louzán, reforçou a necessidade de responsabilização de comportamentos inadequados.
O episódio também provocou reação política na Espanha, com o primeiro-ministro Pedro Sánchez classificando a atitude como inaceitável e mancha à imagem do país. A Fifa não informou prazos ou desdobramentos adicionais da investigação.
As informações foram confirmadas pela AFP via agência.
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