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Lula minimiza possível atuação de Trump nas eleições e diz que impacto poderia ser favorável

Presidente descarta preocupação com eventual interferência externa, critica tentativa de influência estrangeira e faz ressalvas a adversários políticos.

Presidente Lula. Imagem: Ricardo Stickert.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (14) que não se preocupa com uma eventual interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições brasileiras previstas para outubro. Durante entrevista concedida aos sites Brasil 247, Revista Fórum e DCM, Lula ironizou a hipótese ao dizer que uma ação desse tipo […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (14) que não se preocupa com uma eventual interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições brasileiras previstas para outubro. Durante entrevista concedida aos sites Brasil 247, Revista Fórum e DCM, Lula ironizou a hipótese ao dizer que uma ação desse tipo poderia até favorecê-lo.

“Eu não tenho receio. Não é algo que tire meu sono. Eu acho que ele me ajudaria muito se fizesse isso”, declarou.

Apesar do tom irônico, o presidente rejeitou qualquer tipo de ingerência estrangeira em processos eleitorais e classificou a hipótese como uma violação da soberania nacional. Segundo ele, há sinais de que Trump tem se manifestado sobre disputas em outros países.

“O vice dele (JD Vance) foi à Hungria fazer campanha ao (Viktor) Orbán. Tenho visto mensagens do Trump dando palpite nas eleições de Honduras, Costa Rica. É uma intromissão sem precedente na soberania de um país”, afirmou.

No mesmo contexto, Lula criticou políticos brasileiros que, segundo ele, recorrem a atores externos. Sem citar diretamente nomes, fez referência indireta ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

“Aqui, ele ainda não fez, mas meus adversários têm um filho lá que foi pedir para o Trump intervir no Brasil. Acho isso um erro de comportamento”, disse.

Durante a entrevista, o presidente também comentou o cenário internacional e fez críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Lula afirmou que o líder israelense adota uma postura que dificulta negociações de paz.

“Estou convencido de que o Netanyahu é uma figura fora da linha”, declarou.

O presidente disse ainda esperar uma mudança de liderança em Israel e afirmou acreditar que a população do país possa optar por um governo mais alinhado a valores democráticos.

“Estou sempre achando que o povo de Israel vai tirar o Netanyahu e eleger alguém civilizado, democrático, humanista para governar aquele país”, afirmou.

Lula também relatou que chegou a considerar o rompimento de relações diplomáticas com Israel, mas recuou diante das possíveis consequências de uma decisão dessa magnitude.

“Eu pensei em romper relações, mas a gente tem que ter cuidado. Não pode tomar nenhuma atitude precipitada que depois dificulta voltar atrás”, concluiu.

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