- O assalto à casa do goleiro Gianluigi Donnarumma ocorreu na madrugada de julho de 2023 e, segundo o Ministério Público de Paris, foi coordenado de dentro de uma prisão, com violência superior ao inicialmente divulgado.
- A investigação indica que um detento organizou toda a operação à distância, enquanto o grupo invadia a residência durante a madrugada.
- Donnarumma foi agredido e sofreu ferimentos na cabeça; a faca chegou a ficar encostada ao pescoço, e a noiva foi puxada pelos cabelos e amarrada.
- Cerca de 500 mil euros em joias e relógios de luxo foram levados, com os objetos escolhidos pela facilidade de revenda no mercado ilegal.
- O mentor acompanhou a ação em tempo real, com episódios de tortura dentro da organização; um envolvido morreu na prisão, outro foi recapturado, e o caso aponta falhas no sistema prisional francês e preocupa a segurança de jogadores de alto nível.
O assalto à residência do goleiro Gianluigi Donnarumma, ocorrido em julho de 2023, ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira. O Ministério Público de Paris informou que o crime foi coordenado de dentro de uma prisão e teve violência acima do previsto inicialmente.
Segundo a investigação, o grupo invadiu a casa durante a madrugada, surpreendendo o casal enquanto dormia. Donnarumma foi agredido e sofreu ferimentos na cabeça; uma faca foi encostada ao pescoço dele, enquanto a noiva foi puxada pelos cabelos e amarrada.
Os criminosos levaram cerca de 500 mil euros em joias e relógios de luxo, escolhidos para facilitar a revenda no mercado ilegal. O mentor acompanhava a ação em tempo real, orientando a distância com imagens.
Desdobramentos da investigação
A investigação aponta episódios de tortura dentro da organização após o crime, evidenciando alto grau de violência e controle por parte da liderança. Um envolvido, já falecido na prisão, relatou ter sido vítima de agressões a mando do grupo, ajudando a ampliar o funcionamento da rede criminosa.
O responsável pela coordenação chegou a fugir, mas foi recapturado dias depois. Ele deverá responder por roubo armado, sequestro e tortura, entre outros crimes.
A operação também gerou questionamentos sobre falhas no sistema prisional francês, especialmente no controle de comunicação de detentos com o exterior. O caso acende debates sobre a proteção de jogadores de alto nível em grandes centros como Paris.
As investigações continuam, com etapas voltadas a esclarecer a estrutura da organização criminosa e a responsabilização dos envolvidos. O inquérito busca detalhar a rede de leadership e as motivações por trás do crime.
Ainda não há data definida para o julgamento, que deve aprofundar a exposição das responsabilidades individuais e da organização criminosa. As autoridades ressaltam a necessidade de transparência e apuração completa.
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