- Trabalhadores técnicos e administrativos da USP aceitaram o acordo da reitoria para encerrar a greve de 9 dias, nesta quinta-feira, 23 abr. 2026.
- A bonificação aprovada é de cerca de R$ 1.600 mensais, equivalente aos ganhos de professores via Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Gace).
- A reitoria informou que vai estudar um novo sistema de mobilidade interna para empregados terceirizados, que hoje não têm acesso à gratuidade nos ônibus da Cidade Universitária.
- O encerramento definitivo depende da assinatura de um acordo final com garantias escritas, pagamento dos dias parados e diálogo entre a reitoria e os estudantes, que também estão em greve.
- A paralisação estudantil segue com demanda por melhorias na permanência estudantil, no Papfe, nos restaurantes universitários e na gestão dos espaços.
Os trabalhadores técnicos e administrativos da USP aceitaram o acordo proposto pela reitoria para encerrar a greve, iniciada há 9 dias. A decisão ocorreu nesta sexta-feira, 23 de abril de 2026, após assembleia da categoria.
A reitoria ofereceu uma gratificação mensal de até R$ 1.600 aos funcionários e se comprometeu a estudar um novo sistema de mobilidade interna para trabalhadores terceirizados, que hoje não têm acesso à gratuidade nos ônibus da Cidade Universitária, no Butantã.
A negociação também previa garantias escritas, não punição aos grevistas, pagamento dos dias paralisados e diálogo entre a reitoria e os estudantes, que vinham em greve desde 15 de abril.
Entenda a greve
A Gace, aprovada pelo Conselho Universitário em 31 de março, prevê pagamento mensal de R$ 4.500 a docentes envolvidos em projetos estratégicos, com duração inicial de 2 anos e possibilidade de prorrogação. A medida gerou debates entre o corpo docente.
A administração sugeriu destinar o mesmo montante anual reservado aos docentes — cerca de R$ 238,44 milhões — aos funcionários, o que justificaria aproximadamente R$ 1.600 mensais por trabalhador, levando em conta o quadro de cerca de 12 mil servidores.
Enquanto isso, a paralisação estudantil segue, atingindo 105 cursos no campus. Entre as demandas estão melhorias no sistema de permanência estudantil, no Papfe (Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil), nos restaurantes universitários e na gestão de espaços.
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