- Fósseis marinhos foram encontrados no cume do Everest, a 8.848 metros de altitude, provando que o topo já integrou o fundo de um antigo oceano.
- Entre os fósseis encontrados estão crinoides e trilobitas, restos de animais marinhos que viveram há mais de 400 milhões de anos.
- As rochas do cume são calcário sedimentar, originário do fundo do antigo Oceano Tétis.
- A explicação geológica envolve a colisão entre as Placas Indiana e Eurasiática, que empurrou o fundo oceânico para cima.
- O Himalaia continua a crescer, a taxas de poucos milímetros por ano, segundo estudos apoiados pela National Science Foundation (NSF).
A 8.848 metros de altitude, cientistas encontraram fósseis marinhos no Everest, indicando que o cume já integrou o fundo de um antigo oceano. A descoberta vem de estudos em rochas calcárias do topo da montanha mais alta do mundo.
Os fósseis incluem crinoides e trilobitas, formas marinhas que viveram há mais de 400 milhões de anos. A presença desses vestígios no cume oferece um registro direto sobre a fauna do período Ordoviciano.
Como fósseis chegaram ao cume
A explicação envolve a tectônica de placas. A colisão entre a Placa Indiana e a Eurasiática elevou rochas que antes formavam o fundo do Oceano Tétis. Esse empurrão resultou no soerguimento gradual do Himalaia, incluindo o Everest.
A equipe aponta que as camadas superiores do Everest são formadas por calcário marítimo com restos de organismos primitivos. Esse material indica um passado oceanográfico intenso na região.
Sobre a formação da região
Estudos da National Science Foundation sustentam a leitura de que o Everest deriva de rochas do fundo oceânico. O Himalaia cresce alguns milímetros por ano, evidenciando um processo geológico ativo que continua a remodelar a região.
A descoberta reforça a visão de que estruturas altas podem ter origens submarinas. O site de estudo fica no cume conhecido como Yellow Band, onde foram coletados os fósseis.
Impacto científico
Encontrar fósseis no topo do Everest confirma que o planeta permanece em constante transformação. As novas informações ajudam a reconstruir a história geológica da região e da Terra como um todo.
Dados técnicos-chave: idade das rochas entre 400 e 450 milhões de anos; tipo de rocha, calcário sedimentar; origem oceânica, antigo Oceano Tétis. Esses elementos ajudam a compor o quadro da evolução geológica da montanha.
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