- Iván Mordisco, nome de guerra de Néstor Gregorio, é líder da dissidência das Farc conhecida como Estado-Maior Central e comanda cerca de 3,2 mil combatentes.
- A dissidência é financiada por tráfico de cocaína, mineração ilegal, extorsões e outros crimes.
- Mordisco não participou das negociações de paz em Havana em 2016 e manteve as armas, formando a facção dissidente que vigorou na mata.
- O grupo, sob seu comando, realizou ataques com drones explosivos e carros-bomba, deixando 21 civis mortos em um ataque recente.
- Em abril de 2023, Mordisco fez sua única aparição pública na selva; em 2024, o governo ampliou a caçada com recompensa para capturá-lo vivo.
Iván Mordisco, líder da dissidência das Farc, é apontado como o principal criminoso procurado na Colômbia. O grupo que comanda — conhecido como Estado-Maior Central — é responsável por ataques recentes que causaram dezenas de mortes civis, próximos às eleições de 31 de maio. A atuação inclui uso de drones explosivos e carros-bomba, marcando a mais grave ofensiva contra civis em décadas.
Quem está envolvido envolve Mordisco, cujo nome real é Néstor Gregorio. Também aparecem Iván Márquez, ex-número dois das Farc, e Gentil Duarte, enviado a negociar com ele em 2023. Petro tem feito críticas públicas ao líder dissidente, comparando-o a figuras históricas do conflito.
O que aconteceu ocorreu no fim de semana, quando a ofensiva causou a morte de 21 civis. Mordisco, cioso de manter a guerrilha armada, comanda uma facção que continua em combate mesmo após o desarmamento formal das Farc, em 2016.
Contexto e liderança
Mordisco tornou-se símbolo de violência associada ao desfecho do acordo de paz. Antes de não assinar o pacto, ele permaneceu na selva, expandindo atividades ilícitas que sustentam o grupo. O líder é visto como comandante experiente, com reputação por tiros precisos e uso de explosivos.
À frente da dissidência EMC, Mordisco preservou a sigla das Farc e busca projetar os ideais originais da guerrilha. Pesquisadores ressaltam que ele se consolidou como figura de autoridade dentro do núcleo que não aderiu ao acordo de paz.
Operação e reação governamental
Mordisco recusou-se a assinar o acordo de paz e optou por manter as armas. Em 2023, fez sua única aparição pública em uma área de selva, anunciando negociações com o governo. Em 2024, iniciou nova etapa de hostilidades e desafiou as negociações com o presidente Petro.
O governo colombiano anunciou uma caçada intensa, com recompensas milionárias para capturá-lo vivo. Autoridades afirmam que as dissidências ganham força com atividades criminosas como tráfico de cocaína, mineração ilegal e extorsões, incluindo recrutamento de jovens em redes digitais.
Petro descreveu Mordisco como ameaça à segurança do país. O governo mantém a expectativa de capturá-lo, sem indicar data para conclusão da operação. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos no contexto de um conflicto refratário há mais de seis décadas.
Entre na conversa da comunidade