- Proposta de pista exclusiva para corrida e circulação de pessoas com deficiência foi apresentada pelo vereador Paulo Miyasiro e debatida em audiência pública em 27 de abril.
- A ideia aproveita trechos já existentes no calçadão, especialmente entre o canal 3 e o Parque Roberto Mário Santini, com faixa de aproximadamente 1,20 metro entre a ciclovia e a vegetação.
- A finalidade é reduzir conflitos entre cadeirantes, corredores e ciclistas em alta velocidade, aumentando a segurança no trecho.
- A prefeitura vai aprimorar o projeto com as contribuições da audiência e promover nova rodada de debate público; será formado grupo de trabalho pela Comissão Permanente de Esportes.
- Atualmente, desde julho, há área exclusiva para corrida em parte da orla, disponível apenas às terças, quartas e quintas-feiras, entre 4h e 6h, medida considerada insuficiente diante da demanda.
A Orla de Santos, no litoral de São Paulo, poderá ganhar uma pista adaptada para corrida e circulação de pessoas com deficiência. A proposta foi apresentada pelo vereador Paulo Miyasiro (Republicanos) e debatida em audiência pública no dia 27 de abril. A ideia é aproveitar trechos já existentes no calçadão, com poucas intervenções na estrutura atual, para reduzir conflitos entre cadeirantes, corredores e ciclistas em alta velocidade.
Segundo Miyasiro, o trecho viável fica entre o canal 3 e o Parque Roberto Mário Santini. A área possui cerca de 1,20 metro entre a ciclovia e a vegetação, que, com terraplanagem, poderia servir como pista funcional. A proposta não prevê remover o jardinzinho da ciclovia, apenas ajustar o terreno.
Proposta e objetivo
A criação da área exclusiva visa ampliar o uso esportivo e assegurar a circulação de pessoas com deficiência. A audiência pública definiu encaminhar a ata ao Executivo, reunindo demandas e sugestões apresentadas pela população, conforme o vereador.
A discussão sobre uma pista específica para corrida já existia em 2025, quando moradores organizaram mobilizações contra restrições de uso da ciclovia. Em resposta parcial, a prefeitura criou, em julho, uma área de corrida apenas em dias restritos, entre 4h e 6h, o que não atendeu plenamente à demanda.
Próximos passos e continuidade
A proposta é avaliada pela Comissão Permanente de Esportes da Câmara, que formará um grupo de trabalho com assessorias esportivas, corredores e demais interessados. A prefeitura deverá aperfeiçoar o projeto com base nas contribuições da audiência antes de realizar nova rodada de debate público.
A ata do encontro será encaminhada ao Executivo com as observações levantadas. O objetivo é apresentar uma versão revisada do projeto e coletar novas sugestões da população, mantendo o interesse público e a acessibilidade como prioridade.
Contexto histórico e memória da orla
Além do foco esportivo, o projeto dialoga com a orla santista como patrimônio urbano. O Jardim da Orla de Santos, reconhecido pelo Guinness em 2002 como o maior jardim frontal de praia do mundo, se estende por 5,3 km entre José Menino e Ponta da Praia.
A largura varia entre 45 e 50 metros, totalizando aproximadamente 218.800 m² de área verde. O conceito nasceu no início do século 20, com ideias de Saturnino de Brito, que defendiam ocupação organizada da faixa litorânea com áreas verdes contínuas.
Ao longo do tempo, houve ampliações e mudanças que contribuíram para o lazer e o turismo. Entre 1949 e 1959, foram incorporadas fontes, postos de salvamento e o Aquário Municipal. A ciclovia, implantada entre as décadas de 1970 e 1990, moldou o traçado atual.
Hoje, o jardim abriga cerca de 38 monumentos e mais de 1.300 canteiros, com dezenas de espécies ornamentais. A arborização soma aproximadamente 1.800 árvores, incluindo palmeiras, que conferem identidade à orla.
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