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Racismo contra brasileiros se repete; Conmebol não consegue frear

Casos de racismo contra brasileiros em Libertadores e Sul-Americana são investigados pela Conmebol, com punições mínimas e debate sobre a eficácia.

Torcedor do Boca Juniors é flagrado fazendo gestos racistas durante jogo contra o Cruzeiro
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  • Nesta terça, foram registrados dois episódios de racismo envolvendo torcedores argentinos contra brasileiros em partidas sul-americanas: Cruzeiro x Boca Juniors, pela Libertadores, em Belo Horizonte, e San Lorenzo x Santos, pela Copa Sul-Americana, em Buenos Aires.
  • O torcedor do Boca identificado por gestos racistas no Mineirão foi detido e seguirá à disposição da Justiça, passando por audiência de custódia; o suspeito no jogo em Buenos Aires ainda não foi localizado.
  • A Conmebol e os clubes argentinos ainda não se manifestaram, mas a entidade informou ao UOL que investiga os dois casos.
  • O regulamento da Conmebol prevê punições por discriminação, incluindo multa de mínimo US$ 100 mil e outras sanções como jogos com portões fechados; punições a jogadores ou dirigentes podem chegar a dez jogos e até cinco anos de suspensão, em casos de reincidência.

A noite de terça-feira teve dois incidentes de racismo envolvendo torcedores argentinos contra brasileiros em jogos da América do Sul. Um caso ocorreu em Belo Horizonte, no confronto entre Cruzeiro e Boca Juniors pela Libertadores, e o outro em Buenos Aires, durante San Lorenzo x Santos pela Copa Sul-Americana.

No Mineirão, um torcedor do Boca foi identificado fazendo gestos racistas. Ele foi detido e já está à disposição da Justiça, com audiência de custódia marcada. Em Buenos Aires, o torcedor envolvido ainda não foi localizado.

A Conmebol confirmou que investiga os dois casos. Operadores da entidade ressaltaram que o regulamento disciplina sanções para discriminação, com punições mínimas de multa, além de possíveis partidas com portões fechados ou outras medidas.

Punições previstas pela Conmebol costumam incluir multas de até US$ 100 mil, e até 400 mil em reincidência, além de sanções como proibição de ingressar em estádios ou exibição de campanhas antidiscriminatoriedade. Em casos de jogadores, a pena pode chegar a dez jogos.

O monitoramento mostra que casos de racismo se repetem nas competições sul-americanas. Dados da Conmebol indicam média de cerca de 18 ocorrências por ano entre 2023 e 2025, mesmo com ações de combate lançadas há mais de um ano.

Observatório da Discriminação Racial no Futebol, representado por Marcelo Carvalho, aponta que apenas punições mais severas não bastam. Segundo ele, é necessário conjunto de ações educativas, cooperação entre países e clubes e campanhas contínuas de conscientização.

Casos recentes e históricos indicam que o racismo no futebol sul-americano tem raízes profundas. A Conmebol vem promovendo ações, mas o efeito ainda é limitado segundo especialistas, que cobram medidas mais consistentes e diálogo entre as federações.

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