- Falta de empatia e de escuta ativa foi citada por 47,6% dos participantes como o principal problema na relação com médicos.
- Pressa durante a consulta foi mencionada por 42,8% dos entrevistados.
- Atrasos excessivos ou recorrentes aparecem em 37,4% das respostas.
- Diagnósticos ou orientações pouco claras foram relatados por 36,4%.
- Principais obstáculos às consultas: rotina de trabalho (46,6%), questões financeiras (21,2%) e burocracia para marcar e atender (20,6%).
Um levantamento da plataforma Olá Doutor, com 500 brasileiros de todas as regiões, aponta comportamentos médicos que afastam pacientes dos consultórios. O estudo aborda experiências e entraves na relação entre pacientes e profissionais de saúde.
O diagnóstico destaca que falhas na relação são mais relevantes do que a técnica clínica. A empatia ausente, a pouca escuta e a sensação de distanciamento aparecem como principais motivos de insatisfação. Tempo reduzido no atendimento também contribui para o desgaste.
A pesquisa revela ainda que atrasos frequentes, cobrança de termos técnicos e orientações pouco claras engatam o quarto, quinto e sexto lugares no ranking das queixas. O levantamento foi analisado pelos analistas da plataforma e comentado pelo CEO Anderson Zilli.
Principais queixas dos pacientes
Falta de empatia e de escuta ativa aparece em 47,6% das respostas. A experiência é descrita como irritante e compromete adesão a tratamentos. A pressa na consulta é citada por 42,8%.
Atrasos excessivos ou recorrentes aparecem em 37,4% das respostas, seguidos por diagnósticos ou orientações pouco claras, em 36,4%. A partir dessas pistas, o atendimento é visto como pouco individualizado.
Minimização de sintomas aparece em 30%, e uso excessivo de termos técnicos foi apontado por 11% dos participantes. O objetivo é esclarecer que o foco é a relação e não apenas a técnica médica.
Maiores obstáculos às consultas
Dados indicam que dois em cada cinco participantes reduziram a frequência de consultas no último ano. A rotina de trabalho é o principal obstáculo, citado por 46,6%.
Questões financeiras aparecem em 21,2% das respostas, seguidas pela burocracia para marcar consulta e ser atendido (20,6%). A distância e dificuldade de deslocamento completam o ranking com 13%.
O estudo também mostra que 53,2% recorrem à internet para esclarecer dúvidas sobre saúde, enquanto 45% já utilizam ferramentas de inteligência artificial para obter informações. A tendência reforça a demanda por atendimentos mais humanos e claros.
Entre na conversa da comunidade