- A verificação: Alabama aprovou, nesta sexta, um projeto para novas primárias da Câmara dos EUA, caso tribunais autorizem o uso de distritos diferentes neste ano, e enviou a proposta para a governadora republicana Kay Ivey.
- A jogada ocorre em meio a decisões rápidas após a Suprema Corte dos EUA enfraquecer proteções do Voting Rights Act, com republicanos buscando vantagem em vários Estados do sul.
- A Virginia supreme court derrubou um plano de redistritamento que poderia ter ajudado democratas a conquistar vagas na Câmara; Louisiana e Carolina do Sul também apresentaram propostas.
- O texto prevê uma primária especial apenas se um tribunal levantar a injunção que manteve um mapa definido até o censo de 2030; sem isso, a medida não tem efeito.
- Críticos negros afirmam que a mudança pode reduzir a representação de eleitores negros, citando a possibilidade de retirar vagas de distritos onde há majoração de eleitores pretos.
Alabama aprovou na sexta-feira um plano para novas primárias do Congresso dos EUA, caso tribunais permitam o uso de distritos diferentes neste ano. A medida segue para a sanção do governador republicano Kay Ivey.
O movimento republicano ocorre em meio a uma decisão da Suprema Corte dos EUA que enfraqueceu proteções do Voting Rights Act. Em paralelo, Virginia alterou planos de redistritamento com derrota para democratas.
Tennessee também criou novos distritos, provocando ação judicial do partido Democrata para adiar os ajustes até após as eleições de 2026. O ambiente político regional é marcado por disputas acirradas sobre o desenho de distritos.
Contexto legal e posições
Greg Albritton, senador republicano, disse que a primária especial dependerá de ordem judicial para suspender o mapa até o censo de 2030; sem ordem, a lei não terá efeito.
Shomari Figures, representante democrata negro eleito em 2024, vê na medida um esforço para reduzir a representação negra. Oposição crítica vem de integrantes do Legislativo negro.
Bobby Singleton, líder da minoria democrata no Senado do Alabama, afirma que a proposta busca retirar voz de eleitores negros, incluindo a continuidade de mandatos desde 1965.
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