- Documentário apresentado em Cannes explora os cinco anos turbulentos e vitoriosos de Eric Cantona em Manchester United e a relação dele com o técnico Alex Ferguson.
- Dirigido por David Tryhorn e Ben Nicholas, é a dupla britânica selecionada para o festival neste ano.
- O filme mistura imagens de arquivo, entrevistas novas e foca no episódio da “chuteira voadora” contra o Crystal Palace e na recaída após a suspensão.
- Cantona cooperou com o projeto fornecendo material inédito, incluindo cenas da infância filmadas pelo próprio pai em película 8 mm.
- Oanken sobre a narrativa é que o filme funciona como uma história de amor entre Cantona e Ferguson, destacando a influência do técnico na recuperação do atleta.
Cantona chega aos 60: documentário francês revela os cinco anos decisivos no Manchester United e a relação com Alex Ferguson
Um novo documentário em Cannes revisita a passagem de Eric Cantona pelo Manchester United, entre 1992 e 1997, destacando a conquista de dois duplos consecutivos de liga e FA Cup. O filme também aborda a relação com o técnico Alex Ferguson e o pano de fundo da carreira inicial na França.
Dirigido por David Tryhorn e Ben Nicholas, o projeto acompanha o retorno de Cantona ao auge após períodos de incerteza. A produção utiliza imagens de arquivo e entrevistas inéditas para compor a narrativa, com foco na personalidade singular do jogador.
O ponto central da matéria é a famosa expulsão de Cantona em Crystal Palace, quando reagiu com uma chuteada a um torcedor. O episódio marcou o ápice de uma trajetória de altos e baixos que quase levou o atleta à aposentadoria.
Entre as novidades está a obtenção de licenciamento de imagens da Premier League, algo que demorou meses para ser garantido pelos diretores. A permissão é inédita e ajuda a retratar a era Cantona com maior fidelidade.
A obra também conta com depoimentos de Alex Ferguson e do ex-companheiro de equipe David Beckham. Cantona participa do filme com material próprio, inclusive imagens de sua infância gravadas em 8mm pelo pai.
Os diretores ressaltam a dimensão humanista da narrativa, evitando fórmulas de filmes esportivos tradicionais. A trilha eletrônica de Paul Hartnoll e escolhas estéticas buscam dar uma leitura mais cinematográfica da história.
Segundo Tryhorn, o objetivo foi explorar a aura de Cantona sem depender de clichês, permitindo que o filme mostre a convivência entre o jogador e Ferguson, além de enfatizar o peso emocional do retorno ao futebol. O filme ficou quatro anos em produção.
Cantona, hoje com 59 anos, é apresentado pela imprensa como figura de contradições: liberdade dentro de um esporte que pede disciplina, talento em campo e controvérsia fora dele. A obra não contempla uma conclusão verbal, apenas apresenta os fatos.
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