- Conflito no Irã eleva preço do petróleo e frete, impactando escoamento da safra e insumos; compras brasileiras de fertilizantes para 2026/27 estão em 38% (média histórica é 51%), aumentando preocupações com alta de commodities caso fluxos não se restabeleçam.
- Milho safrinha ganha viabilidade com término da safra recorde de soja; menor intenção de plantio de milho nos EUA favorece o Brasil, e a demanda interna cresce com usinas de etanol de milho; clima tem sido favorável.
- Acordo Mercosul-UE entra em vigor provisoriamente em maio, prometendo maior comércio e potencial aumento de exportações brasileiras em até 13%; sorgo para China deve ganhar tração; testes de misturas de biodiesel no diesel e de gasolina com 32% de etanol anidro devem abrir novos mercados.
- Na macroeconomia e clima, atentos a eventuais tarifas dos EUA, redução de juros e valorização do real, que podem reduzir margens; El Niño em curso e clima dos EUA mostram condições favoráveis para soja e milho.
- Agrishow em Ribeirão Preto aponta queda de 22% nas intenções de negócios, apesar do público (cerca de 198 mil pessoas) permanecer; há ganhos com networking, planejamento e oportunidades futuras, com produtores capitalizados realizando boas compras.
O mercado agro brasileiro segue atento a cinco temas decisivos para maio, que podem afetar custos, margens e oportunidades. Do preço do petróleo à demanda por insumos, passando por regulações, clima e atividades comerciais, o mês promete volatilidade e oportunidades.
Entre os fatores, estão o conflito no Oriente Médio e o impacto nos fretes e nos insumos nitrogenados; além da evolução do milho safrinha no Brasil, com o relógio apontando para a menor intenção de plantio nos EUA e a demanda de etanol de milho no mercado interno.
A agenda brasileira também traz mudanças regulatórias e comerciais, como o acordo Mercosul-UE, programas de biodiesel e novas misturas de combustíveis. Por fim, o humor do Agrishow e as condições macroeconômicas completam o cenário de maio para o agro.
Conflito no Irã, custo do diesel e crise nos nitrogenados
A escalada no Oriente Médio pressiona o barril, elevando custos de frete e o escoamento da safra de verão. A oferta global de nitrogenados permanece estressada, com altas na ureia diante do bloqueio no Golfo Pérsico.
No Brasil, compras de fertilizantes para 2026/27 estão em 38% do previsto, abaixo da média histórica de 51%, por piora na relação de troca e postergação de compras. A situação alimenta preocupações com novo ciclo de altas.
Desenvolvimento do milho brasileiro
Após a colheita da safrinha de soja, o foco migra para o milho. A menor intenção de plantio de milho nos EUA, sinalizada em queda de 4%, favorece o Brasil ao ajustar a oferta global. A demanda de etanol de milho ganha fôlego com expansão de capacidade, estimulando o consumo doméstico. O clima tem se mostrado favorável.
Ambiente comercial e regulatório brasileiro
A partir de 1º de maio de 2026, o acordo Mercosul-UE entra em vigor provisoriamente, abrindo a maior zona de livre comércio do mundo e podendo elevar as exportações brasileiras em até 13%. Também ganham tração as negociações de sorgo para a China.
Testes laboratoriais de biodiesel passam a validar mistura de 20% de biodiesel (B20) no diesel, visando independência de importações e metas da Lei do Futuro do Combustível. Anúncios de novas misturas devem seguir, com 32% de anidro na gasolina e 16% de biodiesel no diesel.
Na macroeconomia e no clima
Fatores como novas tarifas dos EUA, redução de juros e valorização do real podem pressionar margens da agricultura endividada. O El Niño é monitorado por seus impactos climáticos, enquanto o clima nos EUA indica bons ritmos para soja e milho.
Humor pós-Agrishow
A Agrishow, em Ribeirão Preto, registrou tendência de negócios 22% menores que em 2025, influenciada por juros altos e margens estreitas. O público permaneceu próximo de 198 mil pessoas, mantendo oportunidades de networks, planejamento e investimentos para futuros negócios.
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