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Conheça americanos que escolhem viver sem carro nos EUA

Relatos de moradores de várias cidades mostram como viver sem carro exige planejamento, afeta deslocamentos e depende de redes de transporte público

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  • Guardiões nos EUA contam como se locomovem sem carro, usando caminhada, bicicleta e transporte público, com algumas opções de carsharing e serviços regionais.
  • Em Los Angeles, Ellen evita carro há cinco anos, combinando bicicleta e trem; viagens ao trabalho costumam levar de quarenta e cinco minutos a uma hora, e há frustrações com o transporte público e questões de segurança.
  • Em Chicago, Nathaniel Knize usa somente transporte público e caminhada, viajando até dez trajetos diários para trabalho e atividades sociais, e só recorre a carro de familiares para visitas longas.
  • Em Oakland, Enzo Mthethwa considera a cidade boa para viver sem carro, mas observa que o sistema de trem não é tão frequente quanto em grandes cidades globais, o que pode complicar deslocamentos em horários específicos.
  • Em La Crosse, Wisconsin, Kevin Ducey, sem carro desde 2004, usa bicicleta em três estações do ano e ônibus no inverno; o sistema de ônibus funciona, mas as opções de viagem intermunicipal são limitadas e, às vezes, caras.

EUA: leitores do Guardian revelam como vivem sem carro em meio a cidades centradas no automóvel. Pessoas sem veículo contam as vantagens de caminhar, pedalar e usar transporte público, bem como os obstáculos enfrentados no dia a dia. A reportagem reúne experiências de diversas cidades, destacando rotinas, trajetos e ajustes culturais.

Em Los Angeles, uma moradora optou por não ter carro ao chegar à cidade. O objetivo era testar o estilo de vida sem veículo, mantendo o aluguel de carros apenas para viagens longas. Mesmo com o transporte público pouco integrado, o deslocamento diário ocorre principalmente de bicicleta e trem, somado a ônibus quando necessário.

Em Chicago, um bibliotecário utiliza exclusivamente transporte público e caminhada. Ele evita andar de bicicleta por questões de segurança, e chega a fazer até 10 deslocamentos diários entre diferentes locais. O sistema de transporte público é visto como de classe mundial, facilitando visitas a amigos e consultas médicas, embora viagens fora da cidade exijam carro de terceiros.

Em Oakland, o contraste fica evidente: um maquinista de 38 anos considera a cidade entre as melhores para se viver sem carro, desde que haja opções de trem e ônibus acessíveis. Mesmo com o sistema BART, a frequência ainda é insuficiente para deslocamentos noturnos, o que obriga a depender de serviços de carona para horários fora do expediente.

Na região de Lacrosse, Wisconsin, um professor de 67 anos afirmou que a ausência de veículo é viável, mas exige planejamento. O transporte público funciona, porém com horários limitados, inviabilizando viagens noturnas ou frequentes aos fins de semana, o que aumenta a necessidade de organização.

Em Boston, uma pesquisadora universitária de 30 anos relata que não possuir carro ajuda a reduzir custos, mas o transporte público é menos confiável e enfrenta problemas de infraestrutura, com interrupções frequentes. A falta de estacionamento acarreta disputas por vagas, especialmente no inverno.

Dominic, cientista de Oakland, também aponta desafios: o trajeto diário para o trabalho pode levar até duas horas, envolvendo caminhada, trem e ônibus. A carência de infraestrutura de ônibus com horários flexíveis dificulta consultas médicas e deslocamentos não programados.

Especialistas apontam que o cenário varia conforme a cidade: algumas oferecem sistemas de trem, metrô e ônibus mais desenvolvidos, mas ainda enfrentam limitações de frequência, horário e segurança. A percepção de que é possível viver sem carro persiste, com ajustes diários em hábitos, horários e rotas.

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