- O Pacífico Equatorial pode evoluir para um dos El Niño mais intensos já registrados, com até 3°C acima da média até o fim do ano.
- O fenômeno pode se aproximar ou superar os recordes históricos de 1877 e 2015, entrando na categoria de “super El Niño”.
- O aquecimento atual dos oceanos e uma enorme onda de calor marinha ajudam a potencializar eventos climáticos extremos ao redor do mundo.
- As temperaturas de superfície do mar ficaram muito próximas do recorde de 2024; abril de 2026 foi um dos meses mais quentes já constatados.
- Previsões indicam impactos como secas na Indonésia, chuvas intensas e enchentes no Peru, além de possíveis efeitos em alimento, água e economia global, com atenção a 2027.
O risco de um super El Niño cresce conforme novos dados indicam que o fenômeno pode se intensificar. Pesquisadores do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) e do observatório Copernicus alertam para a possibilidade de um episódio histórico, ainda neste ciclo. As projeções apontam para aquecimento acentuado nas águas do Pacífico Equatorial.
Segundo os dados divulgados nesta semana, as temperaturas de superfície do oceano em uma região estratégica podem ficar até 3°C acima da média até o fim do ano. Caso se confirme, o El Niño pode se aproximar dos recordes de 1877 e 2015, entrando na categoria de super El Niño.
O Copernicus informou que o aquecimento global já deixa o Pacífico em condição de extremos, com a temperatura de superfície muito próxima do recorde de 2024. A especialista Samantha Burgess, do ECMWF, diz que é questão de dias para novos recordes de temperatura serem registrados em maio.
Uma onda de calor marinha se estende do Pacífico às costas da América do Norte, elevando o risco de eventos climáticos intensificados. Climatologistas afirmam que esse ambiente aumenta a possibilidade de secas na Indonésia e de chuvas fortes no Peru.
O cenário se agrava pela contribuição humana ao aquecimento global. A combinação entre um motor natural e outro causado pela atividade humana intensifica impactos como variações de temperatura, ventos e regimes de chuva pelo planeta.
Agências meteorológicas estimam que o próximo ciclo do El Niño pode rivalizar com o histórico de 1997-1998. Espera-se que os efeitos se estendam além de 2026, com impactos relevantes em 2027, incluindo possível novo recorde de calor global.
Especialistas destacam incertezas nas previsões para este período do ano. No entanto, a possibilidade de 2027 superar 2024 em temperatura média global é considerada real por alguns pesquisadores, mesmo com margens de erro.
Sinais de instabilidade também aparecem em outras frentes climáticas. O gelo marinho do Ártico permaneceu próximo de mínimas históricas, e abril de 2026 foi registrado como um dos meses mais quentes. Eventos extremos se multiplicam ao redor do mundo.
O impacto de um super El Niño envolve segurança alimentar, água e produção agrícola, principalmente em regiões já vulneráveis. Cientistas acompanham de perto os desdobramentos para entender a capacidade de preparação de governos e comunidades.
Enquanto os modelos são atualizados semanalmente, a expectativa é de que o Pacífico passe a influenciar não apenas a previsão do tempo, mas também preços de alimentos, abastecimento hídrico e estabilidade econômica de diversos países.
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