- A Qualcomm mira US$ 22 bilhões de receita até 2029, sem contar com handsets, fortalecendo IoT, automotivo, computação de alto desempenho e soluções corporativas.
- No Brasil, o objetivo é manter o suporte ao mercado mobile regional e ampliar o mix para o negócio B2B, buscando reduzir a dependência do mobile nos próximos três anos.
- Verticais relevantes no momento: automotivo com Digital Cockpit; IoT com soluções desde Snapdragon/Dragon Wing até assistentes de vigilância; Compute para PCs com ARM e alto desempenho; CBN (Wi‑Fi e Fixed Wireless Access); IA, desde treino em data center até inferência em devices.
- No Brasil, prioridades incluem Video Analytics, mais devices com processamento em Edge e ecossistema de adoção, com foco em mineração, segurança e operações em tempo real.
- A Qualcomm investe em capacitação via aquisições e parcerias, como Arduino com foco em Edge Computing e parceria com o Senai; o programa QAIPI apoia desenvolvedores e startups na implementação de IA em dispositivos.
A Qualcomm apresenta planos ousados para diversificar além do segmento mobile e ampliar a atuação no Brasil. A meta global é chegar a US$ 22 bilhões em receita até 2029, excluindo handsets, com foco em IoT, automotivo, computação de alto desempenho e soluções corporativas. O objetivo é reduzir dependência do mobile.
Diego Aguiar, Head de Vendas no Brasil e IoT, afirma que o movimento acompanha a estratégia mundial. No Brasil, a prioridade é manter o suporte ao mercado de mobile regional e ampliar o ecossistema B2B, buscando equilíbrio de receitas nos próximos três anos.
Entre os setores mais relevantes estão automotivo, IoT, compute, CBN e IA. No automotivo, a Qualcomm trabalha com marcas como Volvo, BMW e Fiat, em soluções como o Digital Cockpit. Em IoT, o portfólio vai além do Snapdragon, incluindo dispositivos conectados a ambientes empresariais.
Na área de compute, a empresa mira PCs com processador ARM, com parcerias com companhias como Lenovo. Em CBN, serviços de Wi-Fi e Fixed Wireless Access atendem clientes corporativos. Na IA, a empresa abrange treinamento no data center e inferência no dispositivo.
Aguiar ressalta que a IA depende de dados para funcionar no mundo real. A Qualcomm busca orquestrar o ecossistema no Brasil, facilitando o acesso de PME e grandes empresas a soluções de IA, tanto para mobile quanto para IoT e automotivo.
No cenário brasileiro, a Qualcomm foca em Video Analytics, edge computing e ecossistemas de adoção. Em mineração, segurança e indústria, a empresa já atua com soluções de IA em edge e dispositivos dedicados.
Entre as iniciativas, destacam-se o iBoi, um brinco bovino inteligente, e o QAIPI, programa de IA para inovadores que capacita desenvolvedores e startups a criar soluções de IA em dispositivos. A companhia também anunciou a aquisição da Arduino para apoiar treinamentos em Edge Computing, em parceria com o Senai.
Aguiar reforça a visão de Brasil como polo empreendedor, com investimentos que visam treinar pessoas e ampliar a base de empresas de tecnologia. Ele aponta que o ecossistema brasileiro tem potencial para consolidação como referência mundial em IA e edge computing.
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