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Mais de 70% das mães deixam de buscar emprego por cuidados com a casa

Pesquisa revela que setenta e oito vírgula quatro por cento das mães deixaram de buscar promoções por responsabilidades com casa e filhos, impactando carreira e saúde mental

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  • Pesquisa com 400 mães aponta que 78,4% já deixaram de buscar promoções ou mudanças de área por responsabilidades de cuidado com a casa e com a família, e 93,2% se sentem sobrecarregadas.
  • Na divisão de tarefas domésticas, 52,3% realizam a maior parte do serviço, 18,6% fazem tudo sozinhas e 26,1% consideram a divisão equilibrada.
  • Em relação à carreira, 53,4% trabalham presencialmente, 16,7% híbrido, 14% remoto e a maioria tem carteira assinada (CLT em 35,6%).
  • O impacto da maternidade na vida profissional é negativo para 63,5% das entrevistadas, positivo para 16,5% e neutro para 20%.
  • Sobre saúde mental e apoio, 41,3% se sentem ansiosas todos os dias; 30% classificam a saúde mental como ruim; 37,1% das que vivem com parceiro relatam abuso emocional.

No levantamento da consultoria Maya, divulgado nesta sexta-feira (8), as mães entrevistadas relatam impactos significativos na carreira e na saúde mental. Entre as 400 mães ouvidas, 93,2% afirmam sentir-se sobrecarregadas. Além disso, 78,4% disseram já ter deixado de buscar promoções, mudanças de área ou novas oportunidades por responsabilidades de cuidado com a família e a casa.

A pesquisa, feita em parceria com a comunidade Mommys, apontou dificuldades adicionais: 52,3% assumem a maior parte das tarefas domésticas. 48,9% recebem alguma ajuda com os filhos, mas ainda se sentem sobrecarregadas. 11% afirmam sentir-se sozinhas com relação ao cuidado infantil, e 40,1% contam com rede de apoio.

Tarefas de casa

83,7% das mães estão casadas ou em união estável, contra 11,4% divorciadas e 4,5% solteiras. Contudo, a divisão de tarefas dentro de casa revela desigualdades: 26,1% consideram a divisão equilibrada, 52,3% fazem a maior parte do serviço e 18,6% realizam tudo sozinhas.

Dados sobre carreira

Na dimensão profissional, 53,4% trabalham presencialmente, 16,7% em modelo híbrido e 14% de forma remota. Rendimentos com carteira assinada representam 35,6% (CLT), seguidos por PJ (15,2%), MEI (11,7%) e trabalho informal (11,4%). Outros 26,1% estão em categorias diversas.

Impactos na saúde mental

Em relação à saúde emocional, 41,3% relatam sentir-se ansiosas ou emocionalmente exaustas diariamente. 30% classificam a saúde mental como ruim, e 4,9% como péssima. Os contextos mais impactantes incluem cuidado com os filhos (66%) e cuidados com a casa (52,5%).

Rede de apoio e violência

Redes de apoio aparecem principalmente entre familiares (24%) e amigas (22,3%). Terapia ocupa 16,3% e 15,9% não apresentam apoio. Entre as entrevistadas que vivem com parceiro, 37,1% relatam abuso emocional e 4,5% abuso físico.

Autocuidado e mudança de vida

Sobre o autocuidado, 41% respondiam que dedicam esse tempo esporadicamente, e 20,8% o fazem com frequência. A pesquisa também aponta que a maternidade reacende desafios na estabilidade econômica do lar, influenciando decisões profissionais.

Sobre o estudo

A amostra incluiu 400 mães de diferentes regiões do Brasil, com faixas etárias entre 25 e 64 anos. Em termos raciais, a maioria é branca (63,08%), seguida por pardas (27,69%), negras (8,08%) e amarelas (1,15%). A maior parte tem dois filhos (53,4%).

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