- A série MIA, criada por Bill Dubuque, se passa em Miami e acompanha Etta Tiger Jonze, jovem cuja família é assassinada por um cartel de drogas, enquanto ela planeja matar exatamente doze criminosos.
- O início foca na história de vingança e no elenco de apoio, incluindo Lovely, uma imigrante haitiana que acolhe Etta, e Lena, proprietária de motel que ajuda a protagonista.
- A trajetória alterna entre momentos de tensão e situações inverossímeis, com diálogos bobos e situações de plotting convenientes.
- O elenco inclui Cary Elwes no papel de um detetive inepto; a trama envolve disputas internas do cartel Rojas e uma figura de liderança ausente, o que complica o enredo.
- MIA está disponível em Paramount+ e Peacock (nos Estados Unidos); a crítica aponta o tom contraditório entre potencial temático de imigração e falhas narrativas que pesam na série.
MIA, novo drama criado por Bill Dubuque (Ozark), chega a Miami com a promessa de explorar a experiência de imigrantes e o custo da ambição. A série mistura thriller de vingança com críticas ao sector imobiliário e ao crime organizado na cidade.
A história acompanha Etta Tiger Jonze, interpretada por Shannon Gisela, uma jovem cuja família é brutalmente assassinada por um cartel de drogas. Em meio ao luto, ela se esconde na comunidade haitiana de Miami e traça um plano para eliminar exatamente 12 membros do grupo.
A narrativa se desenrola em grande parte no início com o passado dos Jonzes e as consequências do ataque, o que, segundo críticas, gera diálogo desconfortável e tramas convenientes. O tom oscila entre o suspense e momentos de exagero.
Etta encontra apoio em Lovely, uma imigrante haitiana descrita como perspicaz, que a acolhe e ajuda a navegar pela periferia da cidade. Juntas, elas desempenham funções de zeladoras e encontram meios de sobreviver sem direitos claros, enfrentando abusos.
Paralelamente, as pressões dentro do cartel Rojo são mostradas por meio de disputas internas entre Mateo, Samuel e Caroline, que coordena uma empresa imobiliária ligada à operação criminosa. A gestão de riqueza e poder em Miami serve como pano de fundo para a trama.
A série também apresenta personagens secundários, como Lena, uma dona de motel interpretada por Tovah Feldshuh, cuja ligação com o passado de Etta revela novas frentes de confiança e recursos. Entretanto, a atuação do elenco é apontada por alguns como irregular.
Críticas destacam ainda que a produção recorre a reviravoltas e arcos que parecem forçados, o que compromete a densidade do enredo. A recepção aponta para uma construção de heroína que, apesar de resiliente, enfrenta obstáculos narrativamente previsíveis.
MIA está disponível em Paramount+ e Peacock nos Estados Unidos, segundo a distribuição da plataforma. O público pode esperar uma narrativa de vingança que alterna momentos de potencial emocional com quedas de ritmo e cenas de ação discutíveis.
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