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PCC propõe que rival mate servidor público para permanecer no interior de SP

PCC propõe que rival mate servidor público para permanecer no interior de São Paulo; operação prende sete, apreende celulares e notebooks

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  • A operação Sindon, deflagrada nesta sexta-feira, oito, prendeu sete acusados ligados ao Primeiro Comando da Capital que articulavam plano para matar um agente da Polícia Civil na região de São José do Rio Preto, interior paulista.
  • Foram cumpridos sete mandados de prisão e doze de busca e apreensão.
  • A investigação do Gaeco mostrou que o PCC propôs que um desafeto da organização executesse o agente para autorizar a permanência dele na cidade, indicando dominação territorial.
  • O promotor Tiago Fonseca afirmou que a ação mostra a intenção da facção de intimidar o Estado e prejudicar a atuação de servidores públicos.
  • Os policiais apreenderam celulares e notebooks entre os materiais recolhidos, que devem subsidiar novas ações na região.

Uma operação denominada Sindon deflagrou nesta sexta-feira, 8, para prender integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que planejavam matar um agente da Polícia Civil na região de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão e doze de busca e apreensão.

Segundo apuração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), membros do PCC teriam sugerido que um desafeto da facção executasse o atentado em troca da autorização para permanecer morando na cidade. A proposta demonstra a tentativa de dominação territorial típica de organizações mafuosas.

O promotor Tiago Fonseca, do Gaeco, explica que o levantamento aponta que o PCC faz mapeamento de possíveis alvos e vulnerabilidades, incluindo agentes públicos e familiares de faccionados rivais, para planejar atentados. A prática é descrita como forma de controle sobre a localidade.

A investigação aponta ainda que um integrante de facção rivaleira de menor expressão em São Paulo esteve preso por 20 anos. Ao deixar a cadeia, ele se aproximou do interior paulista e foi contatado pelo PCC, segundo o Ministério Público.

Para o promotor, a atuação do PCC contra agentes públicos expõe uma estratégia de intimidação ao Estado, além de afetar o funcionamento da administração da Justiça e das forças de segurança. Ele afirma que esse tipo de atuação visa preservar atividades criminosas da organização.

Durante as buscas, foram apreendidos diversos materiais úteis às investigações, como celulares e notebooks. Os itens devem subsidiar novas operações na região de São José do Rio Preto e ampliar o esclarecimento sobre a dinâmica da organização na área.

As investigações continuam para identificar eventuais outras pessoas envolvidas e ampliar o alcance das ações, incluindo possíveis desdobramentos sobre a atuação do PCC na fronteira entre o interior paulista e outras regiões.

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