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Renda do brasileiro cresce, mas desigualdade ainda persiste, aponta IBGE

Renda média atinge recorde em 2025, mas desigualdade persiste: Nordeste é o mais desigual e renda per capita permanece aquém da média

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  • Em 2025, o rendimento médio mensal de todas as fontes chegou a R$ 3.367, alta de 5,4% ante 2024, o quarto ano seguido de crescimento.
  • O rendimento médio do trabalho ficou em R$ 3.560, também recorde da série.
  • O conjunto de rendas representou 75,1% da renda domiciliar per capita, enquanto 24,9% veio de outras fontes, principalmente aposentadorias e pensões.
  • A PNAD Contínua aponta 212,7 milhões de pessoas residentes no país em 2025, das quais 143 milhões tinham algum rendimento; o rendimento domiciliar per capita ficou em R$ 2.264, maior da série.
  • O índice de Gini do rendimento do trabalho foi 0,491 em 2025, estável; Nordeste teve a maior desigualdade (0,507) e Sul, a menor (0,445); entre os 40% com menores rendimentos, a renda média foi de R$ 663.

O rendimento médio do brasileiro atingiu o maior valor já registrado em 2025, segundo a PNad Contínua do IBGE. O indicador mostra alta de 5,4% em relação a 2024, chegando a R$ 3.367 por mês.

O rendimento médio do trabalho também chegou a um recorde, em R$ 3.560. A pesquisa considera todas as fontes de renda, como salários, aposentadorias, pensões, programas sociais, aluguéis e aplicações.

Em 2025, 212,7 milhões de pessoas afirmam residir no Brasil, e 143 milhões tinham algum rendimento. O rendimento domiciliar per capita atingiu R$ 2.264, maior da série histórica.

Desigualdade persiste e disparidades regionais se mantêm

O índice de Gini do rendimento do trabalho ficou em 0,491 em 2025, estável frente a 2024 (0,487). O indicador sinaliza que as desigualdades permaneceram altas.

Nordeste registra o maior grau de desigualdade, com 0,507, enquanto o Sul tem o menor, em 0,445. O Gini varia de 0 a 1, sendo 0 igualdade e 1 desigualdade máxima.

Os rendimentos também exibem diferenças regionais. O Nordeste teve o menor rendimento médio de todas as fontes, em R$ 2.282, e renda per capita próxima de R$ 1.470.

Em contraste, o Centro-Oeste registrou os maiores rendimentos médios, com R$ 4.052 e renda per capita acima de R$ 2.700.

Entre os 40% da população com menores rendimentos, a renda média atingiu R$ 663 em 2025, o maior valor da série histórica, ainda que o ritmo de crescimento tenha desacelerado.

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