- Toninho Correa, publicitário e executivo, criou a Blis após enfrentar insônia; a plataforma conecta pacientes, médicos e fabricantes dentro das regras da Anvisa para cannabis medicinal.
- A Blis não faz consultas, não vende produtos nem importa; atua como infraestrutura tecnológica que organiza toda a jornada regulatória em um ambiente digital.
- A startup afirma ter mais de um milhão de downloads, operar em mais de duas mil cidades e cerca de oitenta por cento dos usuários estarem fora das grandes capitais.
- A plataforma é apresentada como o único aplicativo aprovado oficialmente pela Apple e pelo Google para o formato “one-stop shop” de cannabis medicinal, após várias audiências.
- Em termos de negócios, a Blis alcançou breakeven em seis meses, projeta faturar R$ 70 milhões em 2026 e mira mais de R$ 100 milhões em receita anual até 2027, mantendo uma equipe de cerca de trinta pessoas.
Toninho Correa transformou uma experiência pessoal de insônia em uma startup. A Blis nasce para orientar a jornada regulatória da cannabis medicinal no Brasil, conectando pacientes, médicos e fabricantes em plataformas digitais.
O fundador viveu crises de estresse, passou anos medicado e decidiu buscar tratamento com cannabis. A experiência revelou fragmentation e burocracia no processo de acesso, impulsionando a criação da solução integrada.
Toninho, com sócios, afirma que a proposta não faz consultas nem venda de produtos, mas organiza o caminho até a compra dentro das regras da Anvisa. A plataforma atua como infraestrutura tecnológica, não um serviço médico direto.
Como funciona a Blis
A solução digital oferece uma anamnese de cerca de 30 perguntas, conexão com médicos parceiros e etapas regulatórias em um único ambiente. Pacientes podem iniciar o tratamento rapidamente, reduzindo fricção no processo.
A empresa opera em mais de 2,2 mil cidades e soma mais de 1 milhão de downloads. A gestão do app sustenta compliance com normas da Anvisa e plataformas de lojas digitais.
Consolidação e impacto
A Blis afirma ter alcançado breakeven em seis meses e projeta faturar R$ 70 milhões em 2026. O modelo busca eficiência com tecnologia e uma equipe enxuta, de cerca de 30 pessoas.
Toninho aponta que parte do crescimento veio da mudança no perfil do paciente, com maior demanda por bem-estar, ansiedade e insônia. A startup também coleta dados anonimizados para pesquisas futuras.
Perspectivas e mercado
Além de investidores interessados, a Blis não pretende abrir rodada neste momento. A empresa mantém caixa e prevê receita superior a R$ 100 milhões em 2027. O objetivo é ampliar atuação sem ampliar drasticamente o quadro de funcionários.
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