- Trump recuou da ameaça de rasgar parte do acordo com a UE, mantendo tarifas de 10% temporárias, e disse que zeraria as tarifas na maioria das importações americanas se a UE cumprir até o 4 de julho.
- Ele afirmou ter conversado com Ursula von der Leyen e decidiu esperar até o aniversário de 250 anos dos Estados Unidos para ver se o acordo é implementado, sob pena de tarifas mais altas.
- A decisão veio um dia após seis horas de negociações formais em Bruxelas entre representantes da União Europeia e do bloco.
- Por quê? o tribunal de comércio dos Estados Unidos considerou ilegal a tarifa global de 10%, que segue vigente enquanto a administração recorre, com validade até o fim de julho.
- A UE pressiona para honrar o acordo, mas o Parlamento Europeu já suspendeu duas vezes a ratificação; há avanços e discussões sobre inclusão de aço com tarifas de 50%.
Donald Trump recuou de sua ameaça de rasgar parte do acordo comercial com a União Europeia ao anunciar que dará prazo para a UE ratificar o entendimento. O presidente exigiu que a implementação ocorra até 4 de julho, sob pena de reajustes tarifários sobre importações de carros.
Segundo Trump, houve conversas com a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e foi acordado dar esse prazo. A condenação foi associada ao aniversário de 250 anos da independência dos EUA, celebrado neste 4 de julho.
As negociações entre UE e EUA estavam em fase de ratificação em Bruxelas, após seis horas de talks entre parlamentares, Estados-membros e a Comissão. O objetivo é manter a redução de tarifas, com mudanças condicionadas à implementação de ambas as partes.
Progresso nas negociações e próximos passos
O Parlamento Europeu já suspendeu duas vezes a ratificação por causa das margens de Tarifa e de falas de Trump sobre Greenland. Membros da Eurocâmara sinalizaram que o acordo está próximo e pretendem acelerar o ritmo das negociações.
O comissário de Comércio da UE, Maroš Šefčovič, afirmou que houve progresso considerável e que a próxima rodada de triálogo está marcada para 19 de maio. Há pressão para incluir aço com tarifas de até 50% em uma eventual lista de exportações.
Von der Leyen declarou que a UE avançou de forma positiva para a ratificação, mantendo o compromisso com a implementação de ambas as partes. O bloco argumenta que o acordo foi alcançado no ano passado, com tarifas sobre a maioria dos bens europeus mantidas em torno de 15%.
O presidente Donald Trump vinha manifestando insatisfação com a velocidade de implementação, chegando a anunciar, na semana anterior, potencial aumento de tarifas sobre carros e caminhões da UE caso o acordo não fosse cumprido.
A presidência turva das negociações permanece nos EUA, que seguem avaliando recursos legais e estratégias para a possível revisão do acordo. A UE segue buscando manter a trajetória de aproximação comercial sem abrir mão de suas demandas.
A Presidência portuguesa da UE e o Parlamento Europeu pediram continuidade das negociações e manteram o foco na implementação, com o objetivo de evitar interrupções ou novos ripple de tarifas. A situação permanece sob monitoramento, com o desenrolar dos próximos passos ainda incerto.
*Agence France-Presse contribuiu para esta reportagem*
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