- O Ministério Público de São Paulo abriu um procedimento investigatório criminal para apurar a contratação, pelo Corinthians, de uma empresa de segurança sem contrato formal e sem as autorizações exigidas, conforme portaria assinada pelo promotor Cassio Roberto Conserino.
- A investigação aponta indícios de furto de valores, falsidade ideológica e infrações tributárias, e pode incluir outros envolvidos conforme avance as diligências.
- A atuação envolve a Mega Assessoria Operacional Ltda., ligada a Fernando José da Silva, então gerente operacional do CT Dr. Joaquim Grava; o diretor administrativo Fabio Soares também é alvo da apuração.
- Entre setembro e outubro de dois mil e vinte e cinco, o clube teriam pago duas notas fiscais, de R$ 244.627,66 e R$ 208.350,00, totalizando cerca de R$ 676 mil; há menção de três notas fiscais sequenciais que somam R$ 676.627,66.
- O Ministério Público solicitou documentos do Corinthians e marcou depoimentos de Fernando José da Silva e de Fabio Soares para 26 de maio de 2026, por videoconferência; o clube afirma que a contratação foi emergencial após invasão à sede, em 31 de maio de 2025, e que houve nova concorrência posteriormente.
O Ministério Público de São Paulo abriu um procedimento investigatório criminal para apurar a contratação, pelo Corinthians, de uma empresa de segurança sem contrato formal e sem as autorizações necessárias. A portaria, assinada pelo promotor Cassio Roberto Conserino, foi publicada nesta terça-feira e apura possíveis crimes como furto de valores, falsidade ideológica e infrações tributárias.
A investigação também aponta indícios de irregularidades na relação com a Mega Assessoria Operacional Ltda., empresa de Fernando José da Silva, que era gerente operacional do CT Dr. Joaquim Grava na época da contratação. Além dele, o promotor aponta o diretor administrativo Fabio Soares como envolvido. Ambos foram convocados para depor ao Ministério Público por videoconferência.
Notas fiscais e pagamentos
O Corinthians utilizou os serviços da Mega entre setembro e outubro de 2025 para a segurança do Parque São Jorge, sem contrato formal e com base em orientações verbais, conforme apurado pelo UOL a partir de documentos internos do clube. O Sport Insider já havia revelado a contratação.
Documentos acessados pelo UOL indicam pagamentos a empresa no valor de R$ 244.627,66 em 11 de setembro de 2025, e R$ 208.350,00 em 23 de setembro do mesmo ano. A reportagem não encontrou a terceira nota, de R$ 223.650,00, entre os materiais analisados, mas o procedimento menciona notas sequenciais 1, 2 e 3 totalizando R$ 676.627,66.
Indícios e versão do Clube
O MP aponta que a empresa pode ter prestado vigilância armada sem autorização da Polícia Federal e sem contrato com o clube, além da ausência de ordens de serviço formais e de comprovação de execução. O endereço registrado pela empresa é relacionado a uma residência, com dúvidas sobre a identificação operacional.
Relatos indicam que Fernando José da Silva teria sido orientado a abrir a empresa para viabilizar os pagamentos. Ainda segundo a portaria, integrantes da diretoria administrativa teriam participado da autorização dos repasses.
Versões e próximos passos
Fernando José da Silva informou inicialmente que criou a empresa a pedido do diretor Fabio Soares, mas depois apresentou versão segundo a qual agiu a pedido do presidente Osmar Stabile. O Corinthians afirma que a contratação ocorreu de forma emergencial após a invasão à sede social, em 31 de maio de 2025, e que os pagamentos corresponderiam a serviços efetivamente prestados, encerrando o modelo após uma nova concorrência para a segurança.
O MP determinou a coleta de documentos junto ao Corinthians para comprovar a execução dos serviços, identificar os responsáveis pela contratação e detalhar o fluxo de pagamentos. Depoimentos de Fernando José da Silva e Fabio Soares estão marcados para 26 de maio de 2026, por videoconferência, com possibilidade de manifestação via defesa.
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