- Estudo da World Weather Attribution aponta que, em 2026, cerca de 25% dos jogos da Copa do Mundo podem ocorrer sob condições insalubres de calor.
- Miami (Hard Rock Stadium) figura entre as sedes de alto risco, com jogos realizados em estádios abertos e temperaturas elevadas.
- O índice utilizado é o IBUTG (Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo), que combina temperatura e umidade para medir estresse térmico.
- Segundo a análise, 26 dos 104 jogos podem alcançar o limite de 26°C IBUTG, e 5 podem superar 28°C IBUTG; na edição de 1994, seriam 21 e 3, respectivamente.
- A partida entre o Brasil e a Escócia, em 24 de junho, em Miami, é considerada quase certa de atingir 26°C IBUTG, o que, para o FIFPRO, exigiria suspensão do jogo para proteger os atletas.
Em 1994, a seleção brasileira conquistou o tetra sob calor de 38°C. Hoje, estudo do World Weather Attribution aponta que 25% dos jogos da Copa de 2026 podem ocorrer em condições insalubres de calor, com impactos para atletas e torcedores. Miami é uma das sedes críticas na América do Norte.
O trabalho analisa as 104 partidas previstas para junho e julho e usa o índice IBUTG (bulbo úmido termômetro de Globo) para medir estresse térmico. Valores acima de 26°C indicam risco de prejudicar o desempenho; acima de 28°C, risco elevado de doenças relacionadas ao calor.
Contexto climático e métodos usados
O WWA compara as condições de 2026 com o cenário de 1994, simulando a mesma tabela de jogos. Em 1994, metade das partidas ocorreu sob calor intenso. Hoje, 26 jogos podem alcançar 26°C IBUTG e cinco podem superar 28°C, aponta a análise.
Entre as cidades estudadas, Miami aparece entre as sedes com maior probabilidade de alto risco, com estádios abertos e grande circulação de torcedores. Dallas e Houston, com arenas climatizadas, concentram parte das partidas de alto risco para torcedores.
Para o estudo, foram considerados horários de TV e datas, além de dados de umidade. O IBUTG integra temperatura e umidade para refletir melhor o estresse térmico enfrentado por jogadores e público.
Limites das medidas de proteção
Especialistas destacam que, mesmo com intervalos de hidratação, o efeito no desempenho pode ser limitado quando o IBUTG ultrapassa 26°C. Médicos ressaltam a necessidade de estratégias adicionais, como pausas mais prolongadas entre tempos.
A busca por alternativas passa por discutir horários de jogo, ajustes na logística de estádios e medidas de proteção ao público. Em 2025, representantes da comunidade esportiva e autoridades já sinalizavam a importância de considerar o clima nas grandes competições.
Repercussão e respostas possíveis
O estudo reforça a demanda por ações rápidas para proteger atletas e torcedores diante do aquecimento global. Organizações internacionais defendem transição para energia limpa como parte de soluções de longo prazo.
A FIFA promete manter protocolos de hidratação na Copa, mas o documento aponta que medidas adicionais podem ser necessárias para mitigar impactos do calor extremo sobre o esporte e a experiência de espectadores.
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