- Governo estabelece prazo de dez dias para envio de esclarecimentos sobre cumprimento de exigências sanitárias da União Europeia para exportação de proteína animal brasileira.
- UE publicou, em lista de países aptos, que o Brasil ficou fora; medida começa a valer em três de setembro e visa atender diretrizes sanitárias.
- Brasil e União Europeia discutem o tema em Bruxelas; em Brasília, representantes brasileiros mantêm contatos com autoridades da UE.
- Cada produto de origem animal será analisado separadamente pela autoridade sanitária europeia.
- Caso entre em vigor, exportações para a UE podem perder quase US$ dois bilhões; a UE é o segundo maior destino, atrás da China.
O governo brasileiro estabeleceu um prazo de 10 dias para enviar esclarecimentos sobre o cumprimento das exigências sanitárias para importação de proteína animal. A medida acompanha a decisão da União Europeia de suspender as operações comerciais com produtos brasileiros.
A UE publicou, na terça-feira, 12/5, uma lista de países aptos a exportar carnes. O Brasil ficou de fora, surpreendendo autoridades brasileiras. A regra entra em vigor em 3 de setembro e busca atender a diretrizes sanitárias do bloco.
Em Bruxelas, a delegação brasileira se reuniu com a DG Sante da Comissão Europeia para tratar do tema. O encontro contou com o embaixador Pedro Miguel da Cosa e Silva e o adido Nilton Morais, representantes do governo brasileiro.
Em Brasília, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, conversou com a embaixadora da UE no Brasil, Marian Schuegraf. Ao final, ficou acordado o prazo de 10 dias para envio das respostas.
Cada produto de origem animal será avaliado separadamente pelo órgão sanitário europeu, incluindo carnes bovina e de aves, mel e ovos. A abordagem segmentada visa detalhar a conformidade de cada item.
Impacto financeiro pode ser significativo para o agronegócio brasileiro. Caso a medida entre em vigor, o Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilhões para o bloco. Em 2025, a UE importou 368,1 mil toneladas de carnes brasileiras, totalizando US$ 1,8 bilhão.
O Ministério da Agricultura informou que o Brasil enviará todas as respostas no prazo. O setor reiterou que o Brasil possui um sistema de defesa agropecuária sólido e mantém exportações para a UE há mais de quatro décadas.
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