- A guerra na Ucrânia está acelerando o uso de robôs militares no campo de batalha, com projeções de que robôs possam superar o número de soldados humanos.
- Volodymyr Zelensky afirmou, em abril, que uma operação retomou territórios ocupados “exclusivamente por plataformas não tripuladas” (robôs e drones), sem detalhes divulgados pelas Forças Armadas.
- A UFORCE, parceria entre empresários ucranianos e britânicos, tem participação nesses armamentos e já realiza operações com drones aéreos, terrestres e marítimos; a empresa já alcançou o status de unicórnio.
- Analistas veem avanços em IA aplicada a sistemas de armamentos e destacam que empresas do grupo Neo-Prime, como Anduril, vêm ampliando autonomia em alguns sistemas.
- Debates éticos e de responsabilização acompanham o aumento da autonomia, com governos defendendo uso responsável da IA e organizações de direitos humanos alertando para riscos de decisões de life or death por máquinas.
Os robôs e sistemas autônomos ganham espaço no campo de batalha na Ucrânia, sinalizando mudanças no uso de armamentos. A guerra acelera a adoção de veículos aéreos, terrestres e marítimos não tripulados, segundo análises de especialistas.
A BBC entrevistou a UFORCE, startup britano-ucraniana ligada a tecnologias de defesa. A empresa relatou já realizar mais de 150 mil missões de combate desde 2022, com drones e robôs em operação. A companhia opera com sede discreta em Londres.
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, disse que houve tomada de posição inimiga por plataformas não tripuladas em abril, em divulgação de novos armamentos. A Ucrânia não detalhou a operação específica.
A UFORCE integra um grupo de empresas de defesa que cresce frente aos grandes nomes do setor. A Anduril, norte-americana, já realizou voos de teste de caças sem piloto e aposta em IA para ações autônomas em parte de seus sistemas.
O governo dos EUA incentiva a adoção de IA pelas forças armadas, conforme declarações de autoridades em janeiro. A China também tem ampliado o uso de sistemas com IA, segundo avaliações do Departamento de Defesa dos EUA.
Para analistas, o cenário em que robôs enfrentam robôs tende a se tornar comum, com sistemas não tripulados ganhando relevância nas operações terrestres e marítimas. Pesquisadores consideram esse caminho provável.
Em resposta, defensores da tecnologia destacam vantagens, como redução de fadiga humana e minimização de erros. Representantes da indústria ressaltam que decisões de uso da força continuam sob responsabilidade humana.
Entretanto, grupos de direitos humanos alertam para riscos éticos e de responsabilização ao aumentar a autonomia dos armamentos. Especialistas defendem que a presença humana deve continuar em decisões críticas.
Entre os exemplos de mercado, a Anduril recebeu contratos significativos com o governo dos EUA, elevando o grau de competição com gigantes tradicionais. O grupo Neo-Prime, no qual a UFORCE se insere, impulsiona inovação em defesa.
Em relatos recentes, analistas destacam que robôs com IA podem transformar estratégias militares. O debate envolve avaliação de riscos, responsabilidades legais e impactos globais na segurança coletiva.
Em Barcelona e Washington, debates sobre uso de IA em defesa ganham fôlego. A discussão sustenta a necessidade de regras, limites e supervisão humana para aplicações militares.
A Ucrânia é citada como referência para o futuro da defesa nacional, segundo especialistas ouvidos pela imprensa. A rapidez na adoção de sistemas não tripulados é destacada como indicativo de mudanças na guerra moderna.
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Embates sobre uso militar de IA
Em 2025, a Anthropic assinou contrato com o Pentágono para integrar IA em missões, com limites para uso doméstico e armas totalmente autônomas. O acordo busca evitar abusos e catástrofes.
A empresa sustenta que decisões de vida ou morte não devem ficar apenas em algoritmos, defendendo salvaguardas éticas. Diante de disputas, a Anthropic acabou perdendo contratos com o governo americano.
Horas depois, a OpenAI fechou acordo com o Pentágono, mantendo a presença de IA em aplicações militares. A aquisição de tecnologia avançada de IA por forças armadas acende o debate sobre supervisão, responsabilização e confiabilidade.
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