- Deputado federal Mário Frias mudou a versão sobre o financiamento do filme Dark Horse, que retrata Jair Bolsonaro.
- Ele afirmou que o projeto recebeu recursos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, preso em esquema bilionário.
- Em comunicado de 14 de maio, Frias disse não haver contradição com declarações anteriores, apenas diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento.
- O produtor executivo afirmou que a relação jurídica foi com a empresa Entre, distinta do Banco Master e de Vorcaro, negando que Vorcaro tenha feito o investimento ou sido signatário.
- O filme ganhou destaque nacional após áudio divulgado pelo Intercept Brasil em que Flávio Bolsonaro pedia dinheiro a Vorcaro para custear a produção.
O deputado federal Mário Frias (PL-SP revisou a própria versão sobre o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. Em comunicado feito no dia 14 de maio, ele admitiu que o projeto recebeu recursos vinculados ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, preso por suspeitas em esquema financeira bilionário. Frias é produtor executivo do longa e dizia, anteriormente, que não havia “um centavo do Master”.
Segundo o deputado, não houve contradição entre as declarações anteriores e a nova posição, e a diferença estaria apenas na interpretação sobre a origem formal do investimento. Ele esclareceu que Vorcaro não era signatário de nenhum relacionamento jurídico, que o Banco Master não figura como investidor e que o acordo firmado foi com a Entre, pessoa jurídica distinta.
Financiamento do filme
O filme ganhou relevância após o site Intercept Brasil divulgar áudio de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro para custear a produção, o que ampliou as discussões sobre a origem dos recursos. A controvérsia levou Frias a emitir a nova manifestação para esclarecer a natureza do financiamento.
Mário Frias nasceu no Rio de Janeiro, em 1971, e tem carreira como ator e apresentador antes de ingressar na política. Sua trajetória incluiu atuação em novelas da Globo e participação em programas de TV, além de passagem pela Secretaria Especial da Cultura, cargo que ocupou entre 2020 e 2022, antes de se eleger deputado pelo PL.
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