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Repelentes de mosquitos podem impedir abelhas-bombus de encontrarem casa

Repelentes domésticos de mosquitos com pralletrina desorientam abelhas e dificultam o retorno ao ninho

Bumblebees tracked during the experiment. Image courtesy of Kimmo Kaakinen.
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  • Estudo finlandês com 123 abelhas-de-bouquet ( Bombus terrestris ) mostrou que um repelente doméstico contendo praleptrina pode desorientar as abelhas ao ponto de dificultar o retorno ao ninho.
  • Grupos expostos: 44 abelhas por 1 minuto, 35 por 10 minutos e 44 por 20 minutos; grupo controle de 43 abelhas não liberou o inseticida.
  • Após a exposição, as abelhas foram liberadas a 1 quilômetro de distância das colônias; 16 do grupo controle retornaram, 6 do grupo de 10 minutos e 2 do grupo de 20 minutos.
  • Pesquisadores sugerem que a redução na taxa de retorno pode ocorrer por interferência na navegação espacial, na memória ou na capacidade de voo.
  • A pesquisa levanta dúvidas sobre a segurança de repelentes comuns para polinizadores, mesmo com a praleptrina aprovada pela União Europeia para uso por dez anos, de 2026 a 2036, com efeitos subletais ainda pouco compreendidos.

O que aconteceu: um estudo recente avaliou se o princípio ativo prallethrin, comum em repelentes de mosquitos, pode desorientar abelhas-do-burro, impedindo que retornem aos ninhos. Foram usados 123 indivíduos de Bombus terrestris, expostos a um repelente doméstico.

Quem está envolvido: pesquisadores da Universidade de Turku, na Finlândia, conduziram o experimento. Kimmo Kaakinen é o autor principal. A comparação envolveu dois grupos de controle e três de tratamento, com diferentes tempos de exposição.

Quando e onde ocorreu: o experimento foi realizado na Finlândia, com as abelhas expostas em condições controladas e, em seguida, soltas a 1 quilômetro de seus núcleos. O estudo foi publicado recentemente na Royal Society Open Science.

Como e por que: as abelhas foram expostas a repelente com prallethrin por 1, 10 ou 20 minutos, ou a um dispositivo idêntico sem o inseticida. Após a exposição, todas foram liberadas para ver quem retornaria ao ninho.

Resultados principais: 16 abelhas do grupo de controle voltaram para casa, frente a apenas 6, 2 e 0 retornos nos grupos expostos por 10 e 20 minutos, respectivamente. A diferença indica impacto do composto na capacidade de navegação.

Interpretações e implicações: os autores sugerem que a redução na taxa de retorno pode refletir alterações na navegação espacial, memória ou na capacidade de voar, o que compromete a nutrição da colônia ao reduzir a alimentação.

Contexto regulatório e comparações: a Comissão Europeia aprovou o uso de prallethrin por 10 anos, de 2026 a 2036. Ensaios laboratoriais mostraram mortalidade não aumentada entre abelhas, mas efeitos subletais ainda não são bem entendidos.

Notas adicionais: estudo anterior nos EUA em Apis mellifera não encontrou impactos em danças de recrutamento ou na forrageamento. Pesquisadores chamam atenção para a diversidade de resultados entre espécies e situações de exposição.

Conclusões provisórias: pesquisadores defendem a necessidade de mais estudos para entender quando efeitos tão marcantes aparecem e quais condições os tornam mais prováveis, sem tirar conclusões definitivas sobre segurança para polinizadores.

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