- A Organização das Nações Unidas incluiu Israel e a Rússia na lista negra de violência sexual em conflitos, citando abusos por forças de segurança, inclusive rape de detidos do sexo masculino.
- Foram verificados 31 casos de abuso sexual de palestinianos na faixa de Gaza e na Cisjordânia entre 2023 e 2025, com ataques israelenses envolvendo estupros em grupo e tortura sexual.
- Outras formas de violência citadas incluem estupro com objetos, tentativa de estupro, ataques a genitais, nudez forçada e ameaças de estupro.
- A Rússia também obstruiu investigações, impedindo monitoramento de prisioneiros de guerra e civis; no total, foram verificados 310 casos de abuso, na maioria contra homens, além de 26 mulheres e 4 meninas.
- Ambos os países negam o uso de violência sexual por forças militares; o relatório destaca dificuldades de responsabilização e aponta padrões de violência em outros contextos em conflito.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas incluiu Israel e a Rússia numa lista de violações sexuais em conflitos, citando abusos por parte das forças de segurança. O levantamento aponta casos de estupro de detidos, incluindo homens, no período de 2023 a 2025.
A verificação da ONU identificou 31 casos de abuso envolvendo palestinianos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia ocupada. Atos descritos incluem estupro em grupo, uso da violência sexual como forma de tortura e outras agressões contra órgãos genitais, além de intimidações de uso de nudez forçada.
A organização destaca que esses números representam padrões observados, não um retrato completo, devido a restrições de investigação. Barreiras à instalação de especialistas da ONU incluem entraves em centros de detenção e limitações de deslocamento para Gaza.
Contexto e dificuldades na coleta de evidências
Israel teria barrado visitas a centros de detenção e restringido viagens de especialistas. O país também teria ameaçado detidos palestinianos após a libertação, segundo o relatório.
A Rússia também restringiu investigações, impedindo o acesso a prisioneiros de guerra e civis detidos, conforme a ONU. Ainda assim, foram verificados 310 casos de abuso, incluindo estupro, estupro coletivo e mutilação genital, bem como choques elétricos em genitais.
A maioria das vítimas são homens, com 26 mulheres e quatro meninas também afetadas. A ONU descreve o uso sistemático de tortura sexual contra civis e prisioneiros de guerra na Ucrânia, em quase todos os centros de detenção.
Reações e desdobramentos
Ambos os países negam a prática de violência sexual por suas forças. O embaixador de Israel junto à ONU afirmou que o país forneceu evidências em resposta a cada alegação, sem tornar públicos os materiais.
O relatório registra que boa parte dos casos foi apurada com entrevistas de sobreviventes em território controlado pela Ucrânia após a libertação. Também aponta uma “falta sistêmica de responsabilização” que cria impunidade para abusos.
Além de Israel e Rússia, o documento lista outros 76 países e grupos armados. O Ukrainiano afirma que o governo tem buscado encaminhar leis para endurecer medidas contra violência sexual em conflitos.
Entre na conversa da comunidade