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Utah divulga auditoria de lista de eleitores após ação da administração Trump

Auditoria de um ano em Utah aponta 99,72% de eleitores já são cidadãos; 27 não cidadãos removidos e 25 potenciais não cidadãos aguardam provas, em meio à disputa com o Departamento de Justiça

Deidre Henderson speaks at a funeral service for Mia Love, a former US representative, in Salt Lake City, Utah, on 7 April 2025.
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  • Utah divulgou os resultados de uma auditoria de mais de um ano sobre a lista de eleitores, indicando que 99,72% dos registrados são cidadãos dos EUA.
  • Dos mais de 2 milhões de registros analisados, 27 não eram cidadãos e foram removidos; apenas 13 já haviam votado.
  • Foram identificados 25 prováveis não cidadãos, que têm 30 dias para comprovar cidadania ou podem perder o direito de voto.
  • A divulgação ocorre em meio a uma disputa com o Departamento de Justiça dos EUA sobre o acesso a dados de registro de eleitores.
  • O estado afirma manter as listas de forma independente, destacando que muitos registros com dúvidas são antigos e que a lei estadual HB 209 prevê notificações para comprovação de cidadania ou voto apenas em nível federal para esses casos.

O estado de Utah publicou os resultados de uma auditoria de um ano nas listas de eleitores. A apuração confirma que a grande maioria dos votantes é candidata verificada de cidadania dos EUA. A divulgação ocorre em meio a uma disputa legal com o governo federal sobre acesso a dados de registro.

Segundo o relatório, 99,72% dos eleitores registrados são cidadãos dos EUA. Foi identificado que 27 registros não eram de cidadãos e esses nomes foram retirados das listas. Além disso, 25 pessoas foram apontadas como prováveis não cidadãos, com prazo de 30 dias para comprovação de cidadania, sob pena de remoção.

A auditoria foi iniciada em abril de 2025 e divulgada nesta semana pelo gabinete da vice-governadora, Deidre Henderson. O processo também destacou que mais de 109 mil registros foram removidos entre 2022 e 2024 por falhas como falecimento ou mudança de estado, entre outros motivos.

Conflito com o Departamento de Justiça

O Departamento de Justiça alega que o estado tem falhas na verificação de dados e busca acesso a registros de registro de eleitores com informações privadas. Utah sustenta que o relatório mostra baixa incidência de não cidadãos votando e que os condados já mantêm seus próprios listados.

O estado manteve resistência a entregar dados sensíveis, citando questões legais e políticas públicas. A disputa envolve também propostas federais que buscam ampliar requisitos de comprovação de cidadania para eleições federais, o que tem gerado críticas de grupos de direitos de voto.

Contexto e impactos locais

Henderson afirmou que as evidências da auditoria indicam ausência de votação por não cidadãos em grande escala. Também foi ressaltado que o estado já exige verificações rigorosas de documentação durante o registro, como números de licença de motorista ou de seguro social.

Vários representantes locais defendem a autonomia de cada estado para gerenciar suas listas eleitorais. Observadores apontam que a maior parte das alterações ocorreu por remoções de registros inativos ou desatualizados, com impactos distintos conforme regiões rurais do estado.

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