- Um agente federal de imigração, Christian Castro (52 anos), foi preso no Texas, 11 dias após a cidade de Minneapolis apresentarem acusações contra ele por agressão e falsidade de relato em relação ao tiroteio de 14 de janeiro, envolvendo Julio Cesar Sosa-Celis.
- O tiroteio ocorreu durante a operação de fiscalização conhecida como Metro Surge, na área de Minneapolis, Minnesota. Castro teria atirado pela porta da frente de uma residência, alvejado a perna de Sosa-Celis e perseguia outro homem, Alfredo Alejandro Aljorna, que também residia legalmente nos EUA.
- Sosa-Celis, Aljorna e um terceiro homem estavam sob investigação inicial de agressão, mas as acusações contra eles foram revistas; posteriormente, Castro foi apontado pela promotoria como responsável por mentir sobre os acontecimentos.
- A Justiça do condado de Hennepin informou que a prisão foi conduzida com apoio da polícia do Texas e do escritório do inspetor-geral do Departamento de Segurança Interna, após cooperação com a investigação.
- Castro é o segundo agente federal a ser acusado por conduta durante a repressão em Minnesota, conhecida como Operation Metro Surge; outras investigações seguem em andamento sobre o tema.
O agente federal de imigração Christian Castro foi preso no Texas nesta sexta-feira, informam autoridades. Ele é acusado de agressão e de relatar crime de forma falsa no caso de um tiroteiro não fatal em Minneapolis, ocorrido em 14 de janeiro, durante a operação de fiscalização de imigração no estado.
Castro, 52 anos, foi localizado pela Comissão de Investigação Criminal do Condado de Hennepin com apoio da inspetoria-geral do DHS e dos Texas Rangers. A prisão ocorreu 11 dias após a acusação formal apresentada pelos promotores de Minnesota, que apontam agressão contra Julio Cesar Sosa-Celis e relatarão crime de maneira incorreta.
Segundo a promotoria, Castro atirou pela porta de uma casa antes de atingir a coxa de Sosa-Celis, após persegue a dupla de suspeitos Alfredo Alejandro Aljorna e Sosa-Celis até o duplex onde moravam. Ambos eram residentes legais nos EUA, segundo o Ministério Público.
O caso integra a operação conhecida como Metro Surge, campanha de deportação associada à gestão anterior. O diretor da ICE informou que apenas dois agentes estariam sob acusação por conduta durante a operação, com Castro sendo o segundo.
Em nota, a ICE afirma que o escritório do procurador federal investiga declarações feitas pelos agentes, que podem enfrentar medidas disciplinares, inclusive demissão e responsabilização criminal. A DHS ressalta que a investigação é autônoma em relação à ICE.
Minneapolis já havia tornado público, no mês anterior, o vídeo que mostra os momentos que antecederam o disparo, registrado por câmeras de segurança da cidade. As imagens indicam uma perseguição que terminou na frente da residência.
Autoridades locais seguem com a apuração do episódio envolvendo as mortes de cidadãos ocorridas durante a operação, bem como ações administrativas envolvendo outros agentes. O caso envolve ainda disputas entre autoridades locais e o governo federal sobre a jurisdição de investigações.
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