- Trump busca encerrar a guerra com o Irã, mas negociações parecem fragilizadas e o Irã tem mais margem de concessões.
- Na memória de maio, Trump alterou planos de participação em eventos familiares e mudou a previsão de reunião no Camp David.
- Analistas dizem que o presidente teme parecer fraco e quer evitar um acordo pior do que o conseguido em 2015.
- O conflito levou ao fechamento do estreito de Hormuz e a ataques a infraestrutura de energia, elevando preços internacionais de petróleo; houve cessar-fogo em oito de abril.
- O rascunho de acordo mira a reabertura do estreito e a liberação de cerca de 12 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados, mas questões como programa nuclear, mísseis e milícias permanecem sem solução.
Donald Trump tem encontrado dificuldades para encerrar o conflito com o Irã, iniciado durante seu governo, e evitar danos à economia global. A negociação, que ele apresentava como oportunidade de vitória, não avançou conforme o esperado.
Durante o feriado de Memorial Day, Trump alterou planos familiares e comerciais, o que alimentou especulações sobre um anúncio de acordo. Chegou a anunciar uma reunião do gabinete no Camp David, em Maryland, mas o encontro foi transferido para a Casa Branca, indicando falta de fechamento do acordo.
O presidente busca um acordo limitado que reabra o Estreito de Hormuz e reduza a pressão econômica sobre o Irã, segundo versões draft circuladas entre aliados dos EUA. O objetivo seria estabilizar os preços do petróleo e a cadeia de suprimentos, evitando uma escalada.
O que se sabe até o momento
O Estreito de Hormuz continua no centro das negociações, já que seu funcionamento afeta o fluxo de petróleo no mercado global. Críticas apontam que a solução atual evita temas mais complexos no curto prazo, deixando questões como programas nucleares e mísseis para negociações futuras.
Analistas veem o Irã em posição de ampliar seu poder de barganha, em razão das ações militares e da capacidade de manter parte de suas defesas estratégicas. Relatórios de inteligência indicam resiliência do arsenal de mísseis e de plataformas de lançamento, mesmo após meses de conflito.
Especialistas destacam que o histórico de negociações envolve concessões graduais e prazos que costumam se estender. A percepção de que o acordo pode depender de etapas futuras foi ressaltada por fontes próximas às negociações, sem confirmação oficial.
Contexto diplomático
A posição de liderança de Trump é vista como um entrave por parte de analistas que avaliam o risco de comprometer a imagem dos EUA perante aliados europeus e regionais. O objetivo, segundo fontes diplomáticas, é evitar que o acordo seja percebido como fraqueza.
O conflito teve início depois da decisão de 2018 de abandonar o acordo nuclear assinado em 2015. Desde então, Washington e Teerã já estiveram à beira de ações militares de maior escala, com impactos estomacados para o comércio e a segurança regional.
Segundo relatório da comunidade de inteligência, o Irã permanece com parte significativa de seus ativos estratégicos, o que complica cenários de desescalada rápida. A Casa Branca continua analisando opções, sem anunciar conclusão imediata.
A tendência, conforme apurado, é de que as negociações deem continuidade por semanas ou meses, com etapas restritas de acordo e temas sensíveis deixados para fases posteriores. O desfecho ainda é incerto e depende de novas medições de poder entre as partes.
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