- Senado promoveu debate temático sobre El Niño, destacando que o Brasil precisa se preparar e aperfeiçoar políticas de prevenção.
- Previsões para 2026 apontam impacto mais forte a partir do segundo semestre, com chuvas intensas no Sul e secas no Norte e Nordeste.
- Cientistas projetam alta probabilidade de El Niño já neste ano: 92% de chance de começar entre maio e julho, e 98% de ele ocorrer de forma forte até o fim do ano.
- O governador do debate enfatizou que o problema não é a previsão, e sim a prevenção e ações para proteger agricultura, água potável e pessoas em áreas de encosta.
- O governo e instituições permanecem monitorando o fenômeno e preparando medidas para reduzir impactos, com participação de parlamentares, pesquisadores e representantes de órgãos públicos.
O Senado realizou, na quinta-feira (28.mai.2026), uma sessão temática para debater o El Niño e a preparação do Brasil. O debate reuniu parlamentares, especialistas e representantes do governo para discutir previsões e medidas de prevenção. A ideia foi esclarecer o que fazer antes, durante e após eventuais impactos.
O El Niño deve se intensificar neste ano, com impactos mais fortes a partir do segundo semestre, segundo especialistas. O aquecimento das águas do Pacífico altera ventos e clima global, elevando a probabilidade de chuvas fortes no Sul e seca no Norte e Nordeste.
Durante a sessão, o senador Esperidião Amin (PP-SC) destacou que o principal problema não é a previsão, e sim a prevenção. O objetivo foi coletar informações para proteger a agricultura, o abastecimento de água e áreas de encostas.
Hermes Klann (PL-SC), presente online, informou que o El Niño pode endurecer e tornar 2027 um ano muito quente, conforme estimativas de centros de pesquisa europeus. Segundo ele, o Brasil convive com uma nova realidade climática, com desastres mais frequentes.
O pesquisador Carlos Nobre lembrou que o cenário de aquecimento global aumenta a energia na atmosfera, elevando a intensidade de fenômenos climáticos. Ele citou probabilidades altas de início do El Niño já em 2026, com previsão de que possa ser forte ou muito forte no fim do ano.
Regina Célia dos Santos, do Ministério da Ciência e Tecnologia, reforçou a preocupação com o Sul e citou riscos de aumento de queimadas e de vulnerabilidade em áreas costeiras. Ela ressaltou que o governo monitora o fenômeno e prepara ações para reduzir impactos regionais.
Hamilton Mourão (Republicanos-RS) pediu ações efetivas, principalmente em obras públicas financiadas com recursos federais, para adotar parâmetros climáticos atualizados e evitar novas catástrofes. A ideia é exigir execução prática, e não apenas planos.
A reunião também contou com a participação de representantes do Inpe, deputados, prefeitos e jornalistas. A prática de usar ciência para reduzir vulnerabilidades foi considerada central na discussão, com foco na sociedade civil e setores produtivos.
As recomendações do debate devem ser incorporadas à cartilha temática do Senado, publicada pela primeira vez em 2023, para orientar gestores e comunidades. A próxima edição deverá incorporar ações de prevenção discutidas na sessão.
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