Conhecida nacionalmente por interpretar a Tiazinha no extinto programa “H”, da Band, Suzana Alves revisita sua trajetória no novo episódio do TelaCast, podcast oficial do Portal Tela, a partir de um olhar mais íntimo e espiritual. Em entrevista a Juliana Dariva, a atriz, escritora e empresária fala sobre fé, cura, mudança de vida e sobre […]
Conhecida nacionalmente por interpretar a Tiazinha no extinto programa “H”, da Band, Suzana Alves revisita sua trajetória no novo episódio do TelaCast, podcast oficial do Portal Tela, a partir de um olhar mais íntimo e espiritual.
Em entrevista a Juliana Dariva, a atriz, escritora e empresária fala sobre fé, cura, mudança de vida e sobre a virada de chave que transformou sua forma de enxergar o passado. Depois de anos marcada por uma imagem pública muito forte, Suzana afirma que encontrou em Deus o caminho para reconstruir a própria identidade.
Durante a conversa, ela relembra que o auge da fama veio acompanhado de exposição, cobranças, solidão e conflitos internos. Por trás do sucesso, havia uma mulher tentando lidar com a crise de identidade, a depressão e a dificuldade de separar a própria vida da personagem que o público consumia.
A conversão ao cristianismo, segundo Suzana, foi o ponto de partida para uma transformação profunda. Mais do que uma mudança de fase, a fé passou a representar um reencontro com Deus, com sua essência e com um novo propósito de vida.
“Quando me converti, entendi que aquele vazio que eu sentia era do tamanho de Deus. Então, virei a página e nunca mais olhei para trás. Porque, se não há mudança, não há Cristo. Nesse caso, a pessoa está convencida, mas não convertida.”
A fala resume um dos momentos mais fortes da entrevista. Para Suzana, Deus preencheu um vazio que a fama, o reconhecimento e a exposição nunca conseguiram preencher. A partir desse encontro espiritual, ela passou a olhar para a própria história com mais maturidade, gratidão e desejo de transformação.
Essa jornada também aparece no livro “Por Trás da Máscara”, autobiografia lançada recentemente por Suzana Alves. A obra, dividida em três volumes, nasceu de um processo de dor, cura e reconstrução. “Esse livro não nasceu de um dia fácil. Nasceu de processos, lágrimas, cura e reconstrução”, afirmou.
Suzana conta que decidiu dividir a autobiografia porque sua trajetória não caberia em um único livro. “Minha vida não cabe em um único livro. São tantas histórias”, revelou. O título faz referência à personagem que marcou sua vida pública, mas também simboliza as máscaras usadas por muitas pessoas para esconder dores, fragilidades e vazios.
Atualmente, Suzana vive uma fase voltada à fé, à família e ao propósito. Além de escritora, ela é dona de casa, estudante de Psicologia, influenciadora e tem se tornado pregadora evangélica. Em aparições em igrejas, ela tem compartilhado seu testemunho e falado sobre a transição de vida após se afastar do rótulo de sex symbol.
Prestes a se formar em Psicologia, Suzana afirma que deseja usar a própria experiência para ajudar outras pessoas. Depois de enfrentar fama precoce, depressão, crise de identidade e um intenso processo espiritual, ela quer acolher quem passa por dores parecidas e mostrar que Deus pode transformar histórias marcadas por sofrimento em caminhos de cura.
Durante a entrevista, Suzana também relembra que aceitou interpretar a Tiazinha em um momento de necessidade financeira e que, no início, se sentiu desconfortável com o figurino. A máscara, usada para esconder sua identidade, acabou se tornando o principal símbolo da personagem e impulsionou o fenômeno nacional.
“Eu coloquei a máscara para me esconder e acabei descobrindo que o maior sucesso da Tiazinha veio justamente da identidade não revelada. Larguei a personagem no auge da fama e tentei me desvincular de algo que eu não imaginava ser tão grande. Aquela imagem passou a ter controle sobre mim.”
Hoje, Suzana olha para esse passado com outra perspectiva. O que antes era dor se tornou testemunho. O que era exposição se transformou em aprendizado. E o que parecia apenas uma tentativa de se esconder atrás de uma máscara passou a fazer parte de uma história de fé, propósito e reencontro com Deus.
Mais do que revisitar uma personagem famosa dos anos 1990, o novo episódio do TelaCast apresenta uma conversa sobre cura, identidade, espiritualidade e recomeço. Para quem acompanhou Suzana Alves na televisão, a entrevista oferece a chance de conhecer a mulher que encontrou em Deus a força para virar a página e transformar a própria história em mensagem de restauração.
O TelaCast com Suzana Alves vai ao ar nesta terça-feira (02), às 19h.
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