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“Não cabe falar em retaliação”, afirma ministro da Fazenda

Dario Durigan citou a lei da reciprocidade como resposta à tarifa imposta pelos Estados Unidos

Dario Durigan, de terno escuro e gravata rosa, fala diante de microfones de emissoras de TV durante entrevista coletiva.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, concede entrevista coletiva sobre a tarifa imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Crédito: Reprodução/YouTube

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que “não cabe falar em retaliação” à tarifa imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, e  citou a Lei da Reciprocidade como alternativa. As declarações foram dadas durante coletiva de imprensa a jornalistas nesta sexta-feira (17). “O Congresso Nacional aprovou por unanimidade, os partidos de esquerda, os partidos de […]

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que “não cabe falar em retaliação” à tarifa imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, e  citou a Lei da Reciprocidade como alternativa. As declarações foram dadas durante coletiva de imprensa a jornalistas nesta sexta-feira (17).

“O Congresso Nacional aprovou por unanimidade, os partidos de esquerda, os partidos de direita, os partidos de centro, uma lei que protege os interesses nacionais, oferecendo um procedimento próprio para ser utilizado em casos de ataque injustificado, ataque unilateral de outros países”, afirmou o ministro. 

Durigan apontou ainda que seu papel é garantir que a economia siga estável, seja discutindo com empresários brasileiros, seja avaliando “com cautela” o processo de reciprocidade. 

O governo dos Estados Unidos confirmou a taxação adicional de 25% na quarta-feira (15), com aplicação prevista para 22 de julho. A medida decorre de uma apuração conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que investigou possíveis práticas comerciais brasileiras consideradas desleais.

No dia seguinte, quinta-feira (16), integrantes do governo brasileiro se pronunciaram a respeito da tarifação, com sinalizações de apoio aos setores prejudicados, manifestações em defesa do Pix e respostas a uma postagem do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, na qual ele tecia críticas ao presidente Lula.

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